13 de outubro de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO estreia na Rádio UFT FM

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Em sua estreia, o Na Memória do Rádio lembrou o início das transmissões radiofônicas no Brasil
O programa Na Memória do Rádio estreou na última quarta-feira, 12, às 8h, na Rádio UFT FM. O programa tem como objetivo resgatar momentos históricos do rádio brasileiro. Fatos e canções que marcaram a vida dos ouvintes desde a estreia do rádio no Brasil serão revividos ao longo de 30 minutos semanais.

Programas históricos, discursos políticos, radionovelas, humorísticos, noticiários, a programação do rádio brasileiro será recordada pela UFT FM. A cada semana será tratado um tema diferente e, por meio das gravações de época, será possível fazer uma verdadeira viagem no tempo.

Em sua estreia, o Na Memória do Rádio lembrou o início das transmissões radiofônicas no Brasil  e trouxe registros históricos, como a gravação de um depoimento de Edgard Roquette-Pinto, pai da radiodifusão nacional, em que ele conta como foi a primeira experiência radiofônica no País.

Serviço:

Programa Na Memória do Rádio 

Veiculação: Quartas-feiras, às 20h.
Produção e apresentação: Cláudio Paixão
Frequência: Rádio UFT FM, 96,9
Internet: uft.edu.br/radio.

Acompanhe a edição de estreia do programa Na Memória do Rádio.

2 de outubro de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Pereira Lima: radialista brasileiro faz sucesso na Coréia do Sul

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Pereira Lima nos estúdios da Rádio Justiça FM. Foto: Reprodução Facebook, 2012.



Natural de São Carlos, interior de São Paulo, o radialista Demerval Pereira Lima, mais conhecido como Pereira Lima,  nasceu em 1º de janeiro de 1948. Ainda menino, em 1958 foi levado por seu pai, ao lado de toda família, para Brasília, a futura Capital Federal. Lá, com apenas 14 anos, ele começou a trabalhar na zona rural da cidade satélite do Gama.

Roçando e capinando, em um intervalo de trabalho ele traçou o seu futuro. Ao ouvir o noticiário Repórter Esso, apaixonou-se pela voz de Roberto Figueiredo, que apresentava o programa. Começou a repetir uma das notícias que ouviu e a alimentar o sonho de ser radialista.

Passado algum tempo, uma voz teria falado ao seu ouvido: “meu nome se fará ouvir nos quatro cantos do mundo, e quando o pronunciarem, o farão com respeito”. Seu futuro estava traçado. Já no final do ano de 1967, enquanto lia uma matéria em voz alta do jornal O Globo, em uma oficina de rádio, foi abordado por funcionários da Rádio Nacional de Brasília que lhe convidaram para fazer um teste. Ele aceitou de imediato. Passou em primeiro lugar. 

Na mesma época, também fez um teste para a Rádio Alvorada e passou, mas não chegou a trabalhar em nenhuma das emissoras. Enquanto esperava ser contratado, foi servir o Exército e começou a carreira no serviço de alto-falante do batalhão. Tempos depois foi escolhido para fazer o curso de comunicação no Rio de Janeiro, e assim o fez.

Passado o período em que ficou no Exército, no início da década de 1970, trabalhou na Universidade de Brasília (UNB), mas a sua paixão pelo rádio continuava e, em 1977, ele volta a fazer um teste para trabalhar na Rádio Nacional de Brasília, sendo aprovado. Trabalhou na emissora por 11 anos. Período que atuou também na Rádio Nacional da Amazônia e Nacional do Brasil (Serviço Internacional), até ser convidado para trabalhar na Korean Broadcasting System (KBS), Radio Coréia Internacional.

Em 1988, ele se muda para Seul, quando começa a trabalhar na emissora sul coreana, onde fica por três anos fazendo transmissões em língua portuguesa no serviço internacional da rádio. Durante o tempo em que atuou na KBS, atuou com destaque, sendo agraciado com Placa de Gratidão da empresa e Medalha do Ministro dos Esportes daquele país. Também foi convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para adentrar por duas vezes em território norte coreano. 

Na emissora sul coreana, ele recebia as informações em inglês e espanhol, fazia a tradução e produzia os programas que eram transmitidos para Europa, Ásia, África, Oriente Médio e América Latina, em especial para os países de Língua Portuguesa.  Ficou na emissora até 1991. Naquela época, sua esposa já havia voltado para o Brasil e a saudade da família também o fez voltar. 

De volta à Brasília, ele também passa pela Rádio Globo. Em 2002, volta para a Rádio Nacional de Brasília, onde fica por um curto período. Sua última passagem pela rádio foi na Rádio Justiça FM, onde fica por três anos, de 2007 a 2009, como locutor noticiarista e um dos locutores oficiais de "A VOZ DO BRASIL", no horário dedicado às ações da Suprema Corte do Brasil. Na emissora, ele também faz algumas participações nas peças de radioteatro do programa “Justiça em Cena”.

Uma das mais importantes vozes brasileiras no rádio da Coreia do Sul se calou em março de 2016. Pereira Lima, que dominava o inglês, espanhol e italiano, pode ser lembrado como exemplo de que a voz não se restringe a espaços geográficos ou nacionalidades. Ela é ecumênica, capaz de romper e até mesmo unir fronteiras.

Na Memória do Rádio resgata a trajetória do radialista Pereira Lima (2016)
 

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