22 de julho de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Humor e música marcam a trajetória do inesquecível Mussum

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Além de humorista Mussum integrou o grupo musical Os Originais do Samba
No Na Memória do Rádio desta semana o destaque fica por conta da musicalidade e do humor de Mussum. No dia 29 de julho de 1994 morria, em São Paulo, Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, integrante do quarteto Os Trapalhões. Ele morreu aos 53 anos, após complicações por conta de um transplante de coração.

Nascido em 7 de abril de 1941, no Rio de Janeiro, Mussum gravou quase 30 filmes com e também participou de várias atrações televisivas ao longo de sua carreira. Mas para quem conhece Mussum apenas como humorista, vale lembrar que ele começou a sua carreira na música. Ele fundou o grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os Originais do Samba.

O grupo “Os Originais do Samba”, caracterizado pelas roupas coloridas fez sucesso na TV nos anos 1970, incluindo apresentações em outros países.

A carreira de Mussum como humorista começou em 1965, no programa humorístico Bairro Feliz, da TV Globo. Neste show, conta-se que Grande Otelo teria dado o apelido de Mussum ao comediante, uma referência a um peixe escorregadio e liso, que consegue facilmente sair de situações embaraçosas.

Por conta dos compromissos com Os Trapalhões, Mussum deixou os Originais do Samba, mas não se afastou da indústria musical. Ele gravou discos com Os Trapalhões e um álbum solo dedicado ao samba. Mussum é considerado por alguns fãs como o mais engraçado de Os Trapalhões. Ele ficou conhecido por adicionar as terminações "is" ou "évis" em palavras como forévis e cacíldis, e também pelo seu "mé", gíria que usava para falar de cachaça.

Na década de 1980, Os Trabalhões, quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, também fizeram sucesso no programa humorístico Turma da Maré Mansa, levado ao ar pela Rádio Globo do Rio de Janeiro. Eles enlouqueciam a professora interpretada pela radioatriz Cordélia Santos, com as respostas que davam em sala de aula.

Acompanhe o Na Memória do Rádio em homenagem ao humorista Mussum.

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Conquista do ar: radioteatro conta a história de Santos Dumont

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Programete Na Memória do Rádio estréia com homenagem ao pai da aviação, Santos Dumont
O blogger Na Trilha do Rádio, a partir dessa semana, passa a contar com uma novidade, o podcast (arquivo de áudio) do programete Na Memória do Rádio que será produzido especialmente para página. Com atualização semanal serão abordadas as mais variadas temáticas, sempre ilustradas com os registros radiofônicos do presente e do passado. As postagem serão às quartas-feiras.

Em sua primeira edição, o Na Memória do Rádio recorda Santos Dumont e a peça de radioteatro Conquista do Ar, produzida pelo elenco de radioteatro da Rádio Nacional do Rio de Janeiro em 1973, ano do centenário do Pai da Aviação.

Acompanhe  edição de estréia do programete Na Memória do Rádio. 

Santos Dumont 

Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação nasceu no dia 20 de julho de 1873. Sua mente brilhante também foi responsável pela criação do chuveiro de água quente, do ultraleve, do dirigível, do relógio de pulso, entre outros bens que se tonaram essenciais para o bem estar da humanidade.
Desde a infância, gostava de Matemática e de aprender sobre as máquinas da propriedade da família. Percebendo o gosto do filho, o pai o incentivou a estudar Física, Química, mecânica e eletricidade.
Em 1892, mudou-se para a França para concluir os estudos. Seis anos depois, fez seu primeiro voo em um balão alugado. Em 20 de setembro de 1898, construiu balão que voava mais rápido e podia ser controlado; o invento ganhou o nome de dirigível.
Com o passar dos anos, criou mais balões e em 1906 criou o aeroplano 14-Bis, primeira aeronave movida a motor e hélice, que voou.
Depois da conquista, o aviador continuou aperfeiçoando as invenções, até realizar o último voo em 18 de setembro de 1909. Em 1910 fechou sua oficina por problemas de saúde e, em 1915, retornou ao Brasil. No mesmo ano, participou de um congresso defendendo o uso do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países.
Quando descobriu que a invenção estava sendo usada na guerra, Santos Dumont ficou triste. Em janeiro de 1926 procurou a Liga das Nações para impedir esse tipo de uso, mas o apelo não funcionou. Foi quando sua saúde piorou. No dia 23 de julho de 1932, ele tirou a própria vida, mas deixou um legado inesquecível.
Conquista do Ar   
Em 1973, para comemorar o centenário de Santos Dumont, o elenco de radioteatro da Nacional do Rio de Janeiro deu voz à Conquista do Ar. O roteiro foi escrito por um dos principais nomes da tradicional emissora carioca, Lourival Marques. Daisy Lucide atuou e também foi a responsável pela direção do elenco. Na supervisão musical, o maestro Luiz Almeida se encarregou de dar clima aos sonhos e realizações do pai da aviação.  A apresentação com ficou a cargo de César de Alencar.  
 

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