29 de fevereiro de 2012

Há 77 anos o céu “abria alas” para Chiquinha Gonzaga

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A cantora e instrumentista Chiquinha Gonzaga
   
   Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, compositora, pianista e regente brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847 e faleceu em 28 de fevereiro de 1935.
   Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
   Uma batalhadora. Assim pode ser descrita Chiquinha Gonzaga. Em pleno século XIX, ela se separou do marido, foi expulsa de casa com um filho para criar e levou em frente o sonho de ser compositora.
   Após entrar no mundo musical do Rio de Janeiro, ela compôs, em 1877, seu primeiro sucesso, a polca Atraente. Já no começo do século XX, mostrando mais uma vez que estava à frente de seu tempo, Chiquinha Gonzaga brigou pela legalização dos direitos autorais, algo que só se tornou realidade em 1916, com a aprovação da lei 3.071.
  Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas.
   Chiquinha Gonzaga já foi retratada como personagem no cinema e na televisão. Dirigida por Jayme Monjardim, na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na TV Globo, foi interpretada por Regina Duarte e Gabriela Duarte. No cinema, foi interpretada por Bete Mendes, no filme "Brasília 18%" (2006), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e por Malu Galli, no filme O Xangô de Baker Sreet, baseado no livro homônimo de Jô Soares.
   A compositora também foi homenageada no carnaval carioca, no ano de 1985, com o enredo Abram alas que eu quero passar pela escola de samba Mangueira, que obteve a sétima colocação. E em 1997, com enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar... pela Imperatriz Leopoldinense. A atriz Rosamaria Murtinho, que vivia a artista no teatro, representou-a no desfile, a escola obteve a sexta colocação.

   A edição do dia 24 outubro de 2010 do programa Encontro com o Chorinho, veiculado pela Rádio Educadora FM, da Bahia, prestou uma bela homenagem a Chiquinha Gonzaga. O programa conta suas histórias e apresenta algumas de suas maravilhosas composições.
 

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