21 de dezembro de 2012

Conto resgata espírito natalino nas comemorações de fim de ano

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      A extinta Rádio Senado OC levava ao ar aos domingos, dentro do programa O Senado é Mais Brasil, o quadro Contos Que Encantam, com adaptações para radiodramaturgia de textos de grandes nomes da literatura brasileira e universal e apresentava adaptações de outros textos enviados pelos ouvintes. 
   Nas comemorações de fim de ano em 2009 foi apresentado uma adaptação do conto "O Natal Esquecido", escrito por Cláudio Paixão, moderador do Na Trilha do Rádio.
     A correria do cotidiano da humanidade, o trabalho, os estudos, a busca pelo dinheiro cria um cenário propicio para o esquecimento de algumas tradições. Foi o que aconteceu com Paulinho e seus amigos, que estranhamente não consegue perceber nada de diferente no dia de Natal se comparado com os outros dias do ano, até mesmo o Papai Noel não trouxe presentes naquele ano. Como eles irão resolver esse empasse? Ouçam a história "O Natal Esquecido"  e descubram.

Rádio Senado OC - Contos Que Encantam "O Natal Esquecido" (23.12.2009).

 FELIZ 2013!


5 de dezembro de 2012

Luiz Gonzaga em Seis Atos “III – A Parceria com Humberto Teixeira e o Sucesso no Rádio”

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Gonzagão fez história ao criar o Baião

        A mudança no repertório de Gonzagão, com Vira e mexe, lhe rendeu visibilidade. Depois de descobrir o filão nordestino no mercado, começou a freqüentar programas de rádio e a gravar discos, sempre com repertório de músicas nordestinas. Deixou também de apenas tocar sanfona e passou a cantar e a mostrar seu talento como compositor. Sua primeira intérprete foi a cantora Carmem Costa que gravou “Xamego” em fevereiro de 1944. 
   Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: A mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira. No mesmo ano, conheceu o já conceituado músico Humberto Teixeira, iniciando uma parceria histórica. De cara, compuseram juntos o nostálgico xote autobiográfico “No Meu Pé de Serra”. Mas foi com a segunda parceria, intitulada “Baião”, que Luiz fez sua entrada triunfal na MPB. Mais do que uma música, trata-se de um manifesto sobre um novo ritmo inventado pela dupla.

Luiz Gonzaga - Baião (1946)
        Veio depois a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Foi lá que tomou contato com o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Foi do contato com este artista que surgiu a ideia de Luiz Gonzaga apresentar-se vestido de vaqueiro - figurino que o consagrou como artista.
        Na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o baião, ritmo criado por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, ganhou um programa exclusivo, “No Mundo do Baião”. O programa da série Cancioneiro Royal patrocinado por produtos Royal, produzido por Humberto Teixeira e Zé Dantas e apresentado por Paulo Roberto tinha como estrela principal Luiz Gonzaga. Ainda tomavam parte no programa, Zé Dantas e vários outros artistas do cast da Rádio Nacional do Rio de Janeiro com apresentações de baião e outros ritmos nordestinos. 

Rádio Nacional do Rio de Janeiro – No Mundo do Baião (23.01.1951)
        No programa acima são executados os seguintes números musicais, por ordem de entrada: Torrado (Luiz Gonzaga) - Delicado (Orquestra) - Derramaro o gai (4 Azes e 1 Coringa) - Macapá (Luiz Gonzaga) - Eu sou o baião (Luiz Gonzaga) - Pau-de-arara (Luiz Gonzaga) - Onde tu vai Luiz ? (Luiz Gonzaga) - O cachorro chora no buraco do tatu (Severino em solo de acordeon) - Vamos xaxear (Luiz Gonzaga).

Luiz Gonzaga em Seis Atos “II – Da Despedida do Sertão a Nota 05 no Programa de Ary Barroso”

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Luiz Gonzaga, o rei do baião


            Aos 17 anos Luiz teve sua primeira paixão: Nazarena, uma moça da região de Exu. O pai da moça, coronel Raimundo Deolindo, não aceitou o namoro e ameaçou Gonzaga de morte. Mesmo assim Luiz e Nazarena namoraram algum tempo escondidos. Os pais de Luiz Gonzaga motivado por Raimundo Deolindo deram uma surra no filho. Revoltado por não poder casar-se com a moça, e por não querer morrer nas mãos do pai dela, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Fortaleza (Ceará).
        Gonzaga conta como foi a sua saída de casa em mais um trecho da entrevista concedida ao jornalista Amorim Filho, no programa Quebradas do Sertão, na Rádio Bandeirantes.
Rádio Bandeirantes – Quebradas do Sertão (Década de 80)
    Na música, Luiz Gonzaga descreveu o desentendimento com a família em uma releitura da música Respeita Januário, de 1979. 

Luiz Gonzaga – Respeita Januário (1979)

        Apesar de não ter completado 18 anos conseguiu incorporar-se ao exército como corneteiro e, nesta função, viajou por todo o Brasil. Em Juiz de Fora, MG, conheceu Domingos Ambrósio, soldado conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí o seu interesse pela área musical aumentou.
        Com uma sanfona recém-comprada, Luiz Gonzaga deu baixa do exército em 1939 e resolveu ficar no Rio de Janeiro. Foi morar no Morro de São Carlos. Para sobreviver, apresentava-se em ruas, bares e mangues. Tocava boleros, valsas, canções e tangos. Esses também eram os ritmos que ele apresentava no programa “Calouros em Desfile” de Ary Barroso. Nunca era gongado pelo temido apresentador, mas a nota 5 também não vinha. Era no máximo 3 e olhe lá. Gonzagão só conseguiu virar esse jogo quando percebeu a carência que os migrantes nordestinos tinham de ouvir sua própria música. Abandonou os ritmos importados e passou a tocar xaxados, baiões, chamegos e cocos. De volta ao palco do Ary, optou por apresentar seu chamego “Vira e Mexe” e foi aclamado no estúdio. Finalmente, levou a nota 5 e 150 mil réis de lambuja e conseguiu um contrato com a RCA Victor. 
Luiz Gonzaga – Vira e Mexe (1941)
 

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