30 de novembro de 2011

Há 31 anos morria Cartola, o príncipe do samba

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Cartola , o príncipe do samba
   Angenor de Oliveira,o cantor, compositor e violonista brasileiro, mais conhecido como Cartola, nasceu no Rio de Janeiro, em  11 de outubro de 1908, e faleceu 30 de novembro de 1980.
Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão.  Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.
    Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça - seis anos mais velho - e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba.
      Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola".
     Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba, "Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas.
   Mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto.  Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto (mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.
    Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego público e compondo seus sambas.
     Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece","O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.

  O programa Memória do Rádio, da Rádio Educadora FM, da Bahia, em uma de suas edições prestou homenagem ao mestre Cartola.
Bloco I       Bloco II    No dia 11 de outubro 2008, Cartola completaria 100 anos. Em homenagem a um dos maiores nomes da história da música brasileira, a Jovem Pan apresentou o especial "Um Século de Cartola". Além de gravações de Cartola e Dona Zica colhidas no arquivo Jovem Pan, o especial tem a participação de nomes que fizeram parte da vida do grande mestre, como Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Beth Carvalho, Alcione, Hermínio Bello de Carvalho, Nei Lopes, Elton Medeiros, Eli Gonçalves da Silva (Chininha, filha de dona Neuma e presidente da Mangueira) e a neta Neucimar Nogueira. O especial "Um Século de Cartola" tem produção e edição de André Graziano, sonorização de Zezé Guimarães e apresentação de José Luiz Menegatti. Ouça os dois blocos.  

Em 1978, a Rádio Nacional exibiu o programa "Angenor de Oliveira, um Cartola muito especial", uma homenagem ao mestre do samba Cartola. O especial conta um pouco da história do compositor e traz depoimentos de artistas como Clara Nunes, Elizeth Cardoso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Rubem Confete e muitos outros.

28 de novembro de 2011

Fim de sema marcou a passagem dos 100 anos de Mário Lago

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Mário Lago/ Divulgação

O ultimo fim de semana foi marcado pela comemoração do centenário de Mário Lago, programas especiais, entrevistas, criação site especial, lançamento de CD e selo comemorativos, marcaram a passagem da data.

      Mário Lago nasceu no Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1911, foi um advogado, poeta, radialista, letrista e ator brasileiro.
      Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na década de 30, na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou sua militância política no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, então fortemente influenciado pelo Partido Comunista Brasileiro. Durante a década de 1930, a então principal Faculdade de Direito da capital da República era um celeiro de arte aliada à política, onde estudaram Lago e seus contemporâneos Carlos Lacerda, Jorge Amado, Lamartine Babo entre outros.


Poema "Proclamação do amor antigramática" de Mário Lago, na voz do autor. 
     Depois de formado, exerceu a profissão de advogado por apenas alguns meses. Envolveu-se com o teatro de revista, escrevendo, compondo e atuando. Sua estréia como letrista de música popular foi com "Menina, eu sei de uma coisa", parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação de "Nada além", da mesma dupla de autores.
     Suas composições mais famosas são "Ai que saudades da Amélia", "Atire a primeira pedra", ambas em parceria com Ataulfo Alves; "É tão gostoso, seu moço", com Chocolate, "Número um", com Benedito Lacerda, o samba "Fracasso" e a marcha carnavalesca "Aurora", em parceria com Roberto Roberti, que ficou consagrada na interpretação de Carmen Miranda.
     Na Rádio Nacional, Mário Lago foi ator e roteirista, escrevendo a radionovela "Presídio de Mulheres". Mas só ficou conhecido do grande público mais tarde, pela televisão, quando passou a atuar em novelas da Rede Globo, como "Selva de Pedra", "O Casarão", "Nina", "Brilhante", "Elas por Elas" e "Barriga de Aluguel", entre outras. Também atuou em peças de teatro e filmes, como "Terra em Transe", de Glauber Rocha.

Mário Lago interpretando o Rei Herodes, na rádionovela A Paixão de Cristo, veiculada pela priemira vez na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em  28 de março de 1959.
      Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram seus direitos políticos cassados pelo regime militar, e perdeu suas funções na Rádio Nacional. 



      O programa Século XX, no Brasil 500 anos. Produção Especial da Rádio Senado FM, levada ao ar no ano de 2000 lembrou o encontro de Carlos Lacerda com Mário Lago no Cárcere do Regimento Caetano de Faria.
Autor dos livros Chico Nunes das Alagoas (1975), Na Rolança do Tempo (1976), Bagaço de Beira-Estrada (1977) e Meia Porção de Sarapatel (1986), foi biografado em 1998 por Mônica Velloso na obra: Mário Lago: boêmia e política.
      No carnaval de 2001, Mário Lago foi tema do desfile da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz.
Morreu no dia 30 de maio de 2002, aos noventa anos de idade, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, de enfisema pulmonar. Para o velório foi aberto o palco do Teatro João Caetano onde vivera importantes momentos de sua carreira de ator.

 
Download aqui!  Entrevista concedida por Mário Lago Filho, a Loreiro Neto, no programa Papo de Botequim, na Rádio Globo em 08 de agosto de 2011 em homenagem a Mário Lago. 

Em homenagem ao centenário de Mário Lago foi criado o site: http://www.mariolago.com.br/, que resgata a memória desse que foi sem dúvida um dos grandes nomes da história da arte brasileira. 

No dia 26 de novembro 2011 a Rádio Nacional FM, de Brasília, no programa Roda de Samba, prestou homenagem ao centenário de Mário Lago. O programa Roda de Samba conta com a apresntação de Fátima de Mello, sonoplástia de Messias Mello, produção e edição Eloisa Fernandes.

21 de novembro de 2011

Rádioteatro narrou à história da mais famosa amante de D. Pedro I

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Marquesa de Santos
                         Óleo atribuído a F.P. do Amaral (acervo: Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro)

A rádio Record de São Paulo levou ao ar, no dia 07 de setembro de 1950 a história radiodramatizada de “Marquesa de Santos”, o mais arrebatador dos amores de D. Pedro I. Dentre os interpretes dos personagens dessa história estão Randal Juliano, como Dom Pedro I e Adoniran Barbosa como Chalastra. Na época Adoniran ainda não havia explodido na música como compositor, trabalhava mais como ator e humorista, do que como músico. 
   
Marquesa de Santos também foi tema do quadro “História Hoje”, do dia 03 de novembro de 2010, levado ao ar pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional de Brasília, Rádio Nacional do Rio de Janeiro e emissoras em redes, no radiojornal matutino - Repórter Brasil.
 
 

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