31 de agosto de 2011

Sintonize erros e tropeços na Rádio Nacional da Amazônia

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      A programação de rádio é agilidade com as informações, as coisas estão acontecendo e o ouvinte do outro lado fica sabendo. Se a programação é ao vivo tem ainda a vantagem do sentimento de está mais próximo do ouvinte de ter um retorno em tempo real. Fazer o rádio ao vivo é uma arte que pode se tornar um espetáculo, diante do risco de erros. Na comemoração dos 34 anos da Rádio Nacional da Amazônia, trago para você que sintoniza o “Na Trilha do Rádio”, alguns escorregões cometidos pelos locutores na programação da emissora.
      Você trabalha em uma repartição e seu colega está em outra, surge então a necessidade de levar um recado até ele, mas bate uma “preguiçinha”, o que fazer? Simples, pega o telefone e liga.  Pois foi o que fez Suely Silva, da Central do Ouvinte da Rádio Nacional da Amazônia em maio de 2009, a diferença é que ela entrou ao vivo no programa Ponto de Encontro com a Betty Begonha. O resultado foi esse:
      O locutor entra no estúdio com um texto pronto para ser lido, mas de repente deseja acrescentar uma nova informação ao material e grava todo o trecho novamente. Mara Régia gravou duas alternativas para anunciar a presença de Jane Godoy, colunista do Jornal do Brasil, no programa Viva Maria de 11 de julho de 2011, e agradecer a publicação que ela havia feito sobre o programa em sua coluna. Até ai tudo bem, a  não ser o fato de ter esquecido de editar a gravação. Veja que aos 58 segundos da gravação ela faz o anuncio, faz cumprimentos e ao 1 minuto e 32 segundos, a gravação volta a se repetir com um acréscimo no texto, só depois o programa segue normalmente.
      Faltam poucos segundos para o programa entrar no ar, a luz acende no letreiro com transcrição “NO AR”, o locutor espera a vinheta de abertura do programa. Silêncio no estúdio! Nada de vinheta. O que fazer? Juliana Mayar, apresentadora do Nacional Jovem , tem a solução é só fazer a vinheta ao vivo. Antes você ouve que ocorreram uma sequencia de erros, após o encerramento do Nacional Informa, ao invés de entrar a vinheta da Rádio Nacional da Amazônia continuou em rede com a Rádio Nacional de Brasília, que estava apresentando o programa Tarde Nacional, com Luciano Barroso. Cortada a transmissão, vem o silêncio, e finalmente Juliana Mayar fazendo ao vivo a vinheta do programa.
      No dia 09 de agosto de 2011, na edição 17 horas do Nacional Informa, José Nery anuncia a matéria ao vivo com a repórter Beatriz Arco Verde, mas o que se ouve é o Tum, Tum do telefone. Esses é um dos riscos do jornalismo ao vivo, a ligação cair na hora da repórter entrar no ar. Só resta respirar e anunciar à próxima noticia.
      O programa Nacional Jovem do 30 de agosto de 2011, ofereceu ao ouvinte descontraídos momentos “besteirol”, vivenciados pelos locutores Morillo Carvalho e Juliana Maya. No final da gravação ouça a produtora do programa Débora Lopo, confessando a Juliana Maya em segredo que o tipo de música que mais lhe irrita são as de Roberto Carlos, pena que o microfone estava ligado.
Download aqui!

Rádio nacional da Amazônia - 34 Anos Integrando o Brasil

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    Com música, informação, prestação de serviço, no dia 01 de setembro de 1977 entrava no ar a Rádio Nacional da Amazônia,“como uma ferramenta de segurança nacional, na época da ditadura militar”. O objetivo do governo era impedir que o sinal das emissoras estrangeiras, como a Rádio Havana, da Cuba, continuasse chegando ao interior do país e de alguma forma viesse alienar a população contra os interesses militares. O lema era "integrar para não entregar.
    Mas o Brasil de 1977 vivia o grande legado dos anos 70: a luta pela liberdade de expressão em todas as suas dimensões, a luta pelo fim da censura, pela igualdade de condições e oportunidades para homens e mulheres, pela liberdade de opção sexual, pela informação que traz cidadania e que com tanta avidez era procurada e necessária às populações do interior do país.
     E a Rádio Nacional da Amazônia criada de certo modo para exercer a censura das emissoras estrangeiras, passa cumprir a meta estratégica de democratizar a informação e se torna um elo de amizade, dedicação, amor, cumplicidade e especialmente de confiança entre ouvintes e comunicadores.

Baixe! Documento completo com a história da Rádio Nacional da Amazônia. 

A Rádio Senado Apresenta: Amigo Ouvinte – 70 anos do Repórter Esso

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     28 de agosto de 1941. Vai ao ar pela primeira vez um noticiário que se tornaria um marco do Rádio Brasileiro: o Repórter Esso.
  Com depoimentos de estudiosos da comunicação, de ex-apresentadores do programa, inclusive o mais famoso deles, Heron Domingues, e com trechos de episódios históricos narrados pelo Repórter Esso, a Rádio Senado apresenta a Reportagem Especial:  “Amigo Ouvinte – 70 anos do Repórter Esso”, de Rodrigo Resende. A Reportagem conta com apoio do Grupo de pesquisa 'Rádio e Mídia Sonora' da Intercom - Sociedade Brasileira de estudos interdisciplinares da comunicação.
       “Amigo Ouvinte – 70 anos do Repórter Esso” vai ao ar na Rádio Senado FM nesta sexta-feira, 02 de setembro, às 18h, com reprise no sábado, às 10h, e no domingo, às 17h. A emissora transmite sua programação para Brasília e regiões vizinhas em FM, na freqüência de 91,7 mhz e também para Natal (106,9 mhz), Cuiabá (102,5 mhz), Fortaleza (103,3 mhz) e Rio Branco (100,9 mhz) e em Ondas Curtas, em 5.990 khz, faixa de 49m.
         Os programas da Rádio Senado são distribuídos para mais de 1.400 emissoras no país por meio da Rádio Agência, no endereço www.senado.gov.br/radio.
 
Amigo Ouvinte - 70 anos do Repórter Esso - 1ª parte (02.09.2011)
Amigo Ouvinte - 70 anos do Repórter Esso - 2ª parte (02.09.2011)

24 de agosto de 2011

Há 70 anos entrava no ar o Repórter Esso

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Cartaz anuncia a estréia do Repórter Esso na Rádio Farroupilha

Para celebrar os 70 anos da primeira transmissão do Repórter Esso no Brasil, o Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), produziu e criou uma série de programetes que estão sendo veiculados por emissoras de todo o Brasil, dentre elas as da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). (Acesse blog aqui.)
Além da produção dos programetes, o grupo de pesquisa criou um blog, com uma série de áudios que marca a histórica passagem dos 70 anos do noticiário que até hoje é parâmetro para muitos radiojornais.  
Já foi destaque no Na Trilha do Rádio:
Os 69 anos do Repórter Esso, a testemunha ocular da história, postagem com entrevista Roberto Figuereido, concedida ao locutor Marcos Aurélio no programa "Quintal da Globo", em 24 de agosto de 1982. E recorde a ultima edição do Repórter Esso.

Repórter Esso, testemunho ocular da história, com o "Ombudsman no ar", da Rádio Bandeirantes, em um edição especial de março de 2005, com uma gravação de 1948, onde Heron Domingues narra ás regras do Reporter Esso. Maria Elisa Porchat recebeu Walker Blaz que comenta e atualiza o manual do noticiário.  > Versão editada do especial produzido em setembro de 2006, pela Rádiobrás narrando á trajetória do Repórter Esso no rádio brasileiro. > Repórter Esso - Noticia a morte da cantora Carmem Miranda em 05 de agosto de 1955. > Repórter Esso - Noticia a renuncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. > Ultima edição do Reporter Esso, pela Rádio Globo em 31 de dezembro de 1968.

Rádio Bandeirante resgata trajetória de Jânio Quadros

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O programa Memória da Rádio Bandeirante iniciou, no ultimo sábado (20), uma série de programas sobre a carreira política de Jânio Quadros.
Para traçar o perfil de Jânio, o programa vai usar gravações do Centro de Documentação e Memória (Cedom) da Rádio Bandeirantes e dos arquivos de Milton Parron, jornalista responsável pela produção e apresentação do Memória.
Milton contou no primeiro programa da série de quatro que serão levados ao ar nos próximos finais de semana até o dia 10 de setembro de 2011, que esse é um tema que muito lhe agrada. “Em verdade iniciamos hoje uma série especialíssima, de um assunto que eu particularmente considero muito importante e um tema pelo qual tenho interesse, por ter a pretensão de imaginar que com ele vou contribuir com a melhoria da cultura dos nossos jovens e daqueles com menos de quarenta anos de idade”, contou o locutor.
O especial marca a celebração dos 50 anos da renuncia de Jânio Quadros depois de sete meses de governo.
Rádio Bandeirantes - Memória (20.08.2011) 
Já foi destaque no Na Trilha do Rádio:

Acesse o link e conheça mais histórias e fatos que marcaram a passagem de Jânio Quadros pela história da política brasileira.  19 anos da morte de Jânio Quadros

23 de agosto de 2011

Escalpelamento é tema de rádionovela na Rádio Nacional da Amazônia

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Artemisa Azevedo, autora de Sonhos Contra o Destino
     A radionovela Sonhos Contra o Destino foi veiculada na Rádio Nacional da Amazônia do dia 22 a 26 de agosto de 2011no programa Falando Francamente e dentro do programa Eu de Cá e Você de Lá, pela Rádio Nacional de Brasília, e emissoras em rede a partir das 20h30min.
     A trama dividida em 05 capítulos, se passa no interior da Amazônia e narra a história de Maria, uma mulher sonhadora, interpretada pela locutora Sula Sevilles, a personagem tem parte do couro cabeludo arrancado no motor de um barco.
      O drama dos escalpelados vivido por Maria é comum no interior da Amazônia, região onde barcos com o motor exposto percorrem os rios da região e colocam em risco a vida das mulheres que enrolam os cabelos no motor e consequentemente perde o coro cabeludo e muitas vezes a própria vida.
       Após o acidente Maria ver sua vida completamente mudada, e o sonho de ser médica se torna cada vez mais distante. Diante do preconceito, da injustiça e da depressão que os escalpelados sofrem, será a determinação, a luta, a garra, a vontade de viver suficiente para superar todos os obstáculos que Maria encontrará pela frente?
       Sonhos Contra o Destino tem roteiro e direção de Artemisa Azevedo. A produção conta com as vozes dos integrantes da equipe da Rádio Nacional da Amazônia: Sula Sevilles, Marina Couto, Geovane Mota, Morillo Carvalho, Shirleide Barbosa, Edson Nery, Sofia Hammoe, Marina Couto. Trabalhos técnicos de Julio Cesar José da Glória.  

Abertura
e trecho do primeiro capitulo
da radionovela Sonhos Contra o Destino.  

Há 57 o presidente Getulio Vargas saiu da vida e entrou para a história

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Capa do jornal Ultima Hora, de 24 de agosto de 1954.


    O presidente Getúlio Vargas, um dos personagens mais marcantes da história política brasileira viu seu governo mergulhado em um mar de lama, logo após o jornalista Carlos Lacerda sofrer um atentado a bala, na Rua Toneleiros, em Copacabana em 05 de agosto de 1954.
     A policia atribui o atentado, que tirou a vida o Major Aviador Rubem Florentino Vaz e feriu, no pé, o jornalista Carlos Lacerda, a Alcino João do Nascimento e o seu auxiliar Climério Euribes de Almeida membro da segurança pessoal do presidente. Gregório Fortunato chefe da de Getúlio é acusado de ser o mandante do atentado.
       A oposição reage ao atentado com vigor. Quatro dias depois, o deputado da UDN, Afonso Arinos, exige a renúncia do presidente Getúlio Vargas em famoso discurso em que afirma que esta é a única saída digna para aquele momento.
Eu lhe digo presidente: houve um momento em que Vossa Excelência encarnou as esperanças do povo; houve um momento em que Vossa Excelência se irmanou com as aspirações populares. Premido pelo povo, Vossa Excelência, que tinha sido fascista e partidário dos fascistas, foi à guerra democrática. Levado nos ombros do povo, V. Exa. oprimiu o povo e esmagou o povo, e entrou, pela mão do povo, no Palácio do Catete. Mas digo Vossa Excelência preze o Brasil que repousa na sua autoridade, preze a sua autoridade, sob a qual repousa o Brasil. Tenha a coragem de perceber que o seu governo é, hoje, um estuário de lama, um estuário de sangue. Observe que o seu palácio é um vasculhadouro da sociedade. Verifique que os desvios de sua guarda pessoal são como subsolos de uma sociedade em podridão. Eu lhe falo como presidente: reflita em sua responsabilidade de presidente e tome, afinal, aquela deliberação que é a última que um presidente na sua situação pode tomar. Lembre-se homem de que em seu sangue corre, o sangue dos heróis. Não se acumplicie com os crimes dos covardes e com a infâmia dos traidores. Lembre-se homem pelos pequeninos, pelos humilhados, pelos operários e pelos poetas. Lembre-se dos homens e deste país e tenha coragem de ser um desses homens, não permanecendo no governo se não for digno de exercê-lo.

       A crise política fica insustentável, em 22 de agosto o brigadeiro do Clube da Aeronáutica dirigem nota ao presidente da República pedindo sua renúncia. E em 24 de agosto de 1954 Getúlio Vargas, presidente do Brasil suicida com um tiro no coração.
Após ser eleito pelo voto popular nas eleições de 1950, em 31 de janeiro de 1951 a Mesa do Congresso Nacional, através de seu presidente, o senador Fernando de Mello Vianna, dá posse no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, ao novo presidente da República, Getúlio Vargas, e seu vice-presidente, Café Filho, colhendo as assinaturas no livro de termo de compromisso.

Baixe aqui! Integra do discurso do deputado da UDN, Afonso Arinos, de 09 de agosto de 1954, em que acusa o governo de Vargas de está mergulhado em um mar de lama e aponta a renúncia como a única saída digna para aquele momento.
  

 

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