26 de julho de 2011

Os Trapalhões enlouqueciam uma professorinha na “Turma da Maré Mansa”

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            Em 1989, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias formava “Os Trapalhões”, um quarteto que enlouquecia a professora com as respostas que davam em sala de aula, no programa “A turma da maré mansa”.
O programa levado ao ar pela Rádio Globo estreou nos anos 60 na Rádio Mauá, onde era apresentado por Cid Moreira. Na versão dos anos 70, tendo se transferido para a Rádio Tupi, o programa passou a ser apresentado por Antônio Luís Vendramine.
Da Rádio Tupi o programa se transferiu para a Rádio Globo do Rio de Janeiro e mais tarde também foi transmitido pela Rádio Globo de São Paulo, ainda sobre o comando de Vendramine.
Patrocinado pela loja de roupas e calçado Impecável Maré Mansa, o programa deixou de ir ao ar no final dos anos 90, com o fim do contrato com a loja. Nessa sketes, além Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, toma parte a radioatriz Cordélia Santos, interpretando a professora.
Ouça a Turma da Maré Mansa, com a participação dos Trapalhões, na Rádio Globo de São Paulo, em maio de 1989.

Programa Clube da Saudade recorda sucessos de todos os tempos

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O programa Clube da Saudade levado ao ar pela Rádio Clube AM de Varginha, todas as semanas faz uma viagem ao cenário musical brasileiro da era de Ouro do Rádio. O Programa retrata mais de meio século de canções que marcaram toda uma geração. Os sucessos que eram cantados no tempo dos memoráveis programas de auditório, são relembrados em duas horas semanais.
“Atenção senhoras e senhores, todos apostos! Vai começar o grande baile da saudade... Existem momentos que  são inesquecíveis. Reviver esses momentos mágicos é o objetivo desse programa”, assim diz abertura do Clube da Saudade. Todos os sábados às 22 horas com reapresentação aos domingos às 20 horas o programa leva a imaginação do ouvinte para um mundo mágico musical.
            Apresentado por Rafael Barros, que dispõe em sua discoteca particular nada mais nada menos de 15 mil discos 78rpm, de uso exclusivo para o programa. Ouça o Clube da Saudade pela internet, no site: www.sistemaclube.com.

Acompanhe o primeiro bloco do programa Clube da Saudade veiculado em 16 de julho de 2011.

13 de julho de 2011

Antigos sucessos do rádio continuam na televisão

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       O rádio começou a perder seus artistas logo no inicio das transmissões da televisão no Brasil, nos anos 50. Depois de viver toda a década de 40, chamada de “época de ouro” do rádio brasileiro, a televisão chegou mudando comportamento e atraindo artistas que antes fazia os sucessos das emissoras de rádio. Recentemente o jornalista da Rádio Jovem Pan, Joseval Peixoto deixou de fazer parte do jornalismo da emissora para apresentar o, SBT Brasil, telejornal do Sistema Brasileiro de Telecomunicações (SBT).
Recorde a voz de Joseval Peixoto na Rádio Jovem Pan, em 30 de agosto de 2001 entrevistando Silvio Santos, que na época havia sofrido um sequestro. Silvio liga para a emissora e defende a atuação do governador Geraldo Alckmin , em função do acontecimento.
Recorde agora uma gravação dos anos 70, da Rádio Nacional de São Paulo, hoje Rádio Globo, onde Silvio apresentava seu programa.
Outro nome que hoje é sucesso na televisão e que começou no rádio foi Fausto Silva, o Faustão. Nos anos 80 um dos grandes sucesso do rádio brasileiro era o programa Balancê, apresentado Osmar Santos e Juarez Soares na Rádio Excelsior , ligada a Rádio Globo. Na época Faustão fazia parte da equipe esportiva que compunha as duas emissoras.
Na edição do dia 20 de agosto de 1981 do Balancê, o repórter Fausto Silva na cobertura do Corinthians, anunciava em primeira mão a renovação do contrato do time com o jogador Sócrates.

O apresentador Gugu, que durante muitos anos esteve à frente do programa “Domingo Legal” no SBT e que atualmente apresenta o “Programa do Gugu” na TV Record, também teve seu programa de rádio, o “Viva Feliz”, na Rádio América.
Ouça uma gravação do programa de abril de 1985.

Galvão Bueno, hoje comentarista e narrador esportivo da TV Globo, também teve sua passagem pelo rádio. Nessa gravação ele narra um corrida de Formula1 pela Radio Gazeta de São Paulo em 1975.

Trajetória do programa Viva Maria está sendo resgatada na Rádio Nacional

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        A radialista Mara Mara Régia di Perna lança campanha pra resgatar a trajetória do programa Viva Maria. A proposta começou em 30 de junho de 2011, na véspera da comemoração dos 53 anos da Rádio Nacional de Brasília e foi oficializada em 1º de julho, quando a radialista abriu os microfones para a participação e o depoimento dos ouvintes, “queremos refazer a linha da vida desse nosso programa a partir das falas das pessoas que estiveram em sintonia à proposta desse nosso programa ao longo desses 30 anos”, contou Mara Régia.

Trajetória do “Viva Maria”: a estréia
 
           O programa Viva Maria, entrou no ar em 14 de setembro de 1981, após dois comentaristas esportivos terem brigado no ar e serem demitidos. Mara Régia trabalhava como produtora na Rádio Nacional de Brasília desde 1979 e acabava de voltar de licença-maternidade, quando recebeu o convite para ocupar o horário. O perfil da atração era mais a menos, mas não demorou muito para que Mara começasse a imprimir seu estilo ao falar para o público do campo e da cidade, levando noções de emancipação e sensibilização para a causa feminina. 

     Prova da importância do programa para as mulheres está no depoimento de Maria Almeida de 1987, em entrevista concedida, á Deográcia Pinto, na época estreante na profissão de repórter. Maria Almeida conta que sentia vergonha do nome antes do Viva Maria.

Depoimento da ouvinte Maria Almeida, em 1987, que antes do programa Viva Maria, sentia vergonha do seu nome.
      O Viva Maria teve momentos de luta ao abrir o microfone para os movimentos de mulheres que se fortaleceram com a criação do Fórum de Mulheres do Distrito Federal. Ainda durante a “ressaca” do regime militar, durante o período de redemocratização o Viva Maria encampou lutas, como pela criação da primeira delegacia de Atendimento da Mulher da capital federal, desencadeada pelo Caso Taís, estudante morta a facadas no Campus da Universidade de Brasília, em 1987, e cujo namorado Marcelo Bauer foi apontado como principal suspeito.
    Essa fase do programa foi recordada pela radialista no ultimo dia 02 de julho de 2011, ao conversar com a ouvinte Joana de Jesus Oliveira (a Jô), de Brasília. 



Mara Régia e a ouvinte Joana de Jesus lembram do processo de construção da primeira Delegacia da Mulher em Brasília. 
Das lutas a censura no governo Collor
         O programa fez campanha por amamentação, pela infância e juventude e fez o Lobby do Batom na Constituinte de 1988. Mesmo admirada por muitos Mara não conseguia agradar a todos, como os maridos que se revoltavam com as idéias da radialista e chegavam a fazer fila na porta da Rádio Nacional. Em maio de 1990, o primeiro presidente eleito pelo voto direto, Fernando Collor de Mello identifica Mara como uma “liderança negativa” e através de um telegrama a demite e proíbe a radialista de entrar na emissora, até então uma emissora estatal.
    Em protesto a decisão de Collor, as mulheres latinas elegem o 14 de setembro, data de estréia do programa, como o dia da imagem da mulher nos meios de comunicação. Em 1994, com o fim do governo Collor, o programa voltou a ser transmitido e permaneceu no ar por mais dois anos.

Nova fase do programa

Mara Régia di Perna, apresentadora do Viva Maria
       Em 15 de julho de 2004, o Viva Maria voltou a ser apresentado na forma de programete, ou seja, com curta duração. Vai ao ar de segunda a sexta-feira, em diferentes horários, pela Rádio Nacional da Amazônia, pela Rádio Nacional de Brasília, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pela Rádio Nacional do Alto Solimões e recentemente o programa passou a ser transmitido pela União FM 104, de União FM 104, de Xinguara, do Pará.
    O programa também está disponível na internet,em radioagencianacional.ebc.com.br/assunto/viva-maria, podendo ser ouvido em qualquer momento e até mesmo ser retransmitido por emissoras de todo o país.  Um dos momentos mais marcantes vivido pelo programa nessa nova fase foi o anuncio da criação da Lei Maria da Penha. Nesse contexto, o Viva Maria passou a ser um canal de conscientização das mulheres para fazer valer a lei 1.340 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006. É o que atesta o depoimento das ouvintes que diariamente chegam à produção do programa.
       Até 1º de agosto, o projeto Resgate da Memória do Viva Maria pretende refazer a trajetória do programa, " que resultara na realização de um documentário que possa inspirar e mobilizar milhares de mulheres na luta por seus direitos!", conta Mara Régia, completando que "a campanha vai promover o resgate da memória e deseja ainda reatar as relações de amizade que foram construídas nessa linha do tempo” . Para gravar um depoimento de agradecimento e ajudar na resgate da trajetória do programa é só entrar em contato com a produção do programa, pela central do ouvinte pelo: (61) 3799-5368 begin_of_the_skype_highlighting            (61) 3799-5368      end_of_the_skype_highlighting ou 3799-5369, enviar e-mail para: centraldoouvinte@ebc.com.br ou ainda escrever uma carta para: Caixa Postal 258, CEP: 70359-970, Programa “Viva Maria”.

Lembranças e homenagens dos ouvintes
 
Depoimento de Lia Tapajós, mãe do menino Pedrinho, sequestrado na maternidade Santa Lúcia, em Brasília no ano de 1986. 
Especial Viva Maria: a voz das mulheres no rádio, relembra os melhores momentos do programa na Rádio Nacional de Brasília. 

 
 

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