16 de março de 2011

Elis Regina completaria 66 anos

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Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, RS, e desde os 11 anos se apresentava na Rádio Farroupilha, cantando. Fez parte do elenco fixo da emissora, onde trabalhou por algum tempo.
Em 1959 assinou o primeiro contrato profissional, na Rádio Gaúcha, e no ano seguinte foi para o Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro compacto, pela Continental. A mesma gravadora em 1961 lançou seu primeiro LP, "Viva a Brotolândia", com calipsos e rocks. Em seguida voltou para Porto Alegre, onde ficou até 1964, quando regressou definitivamente para o Rio. Cantou no Beco das Garrafas, reduto da bossa nova, onde teria aprendido com o bailarino americano Lennie Dale a célebre coreografia que lhe valeu o apelido de "Hélice Regina". Contratada pela TV Rio, passa a trabalhar ao lado de Jorge Ben, Wilson Simonal e outros.
Tornou-se conhecida nacionalmente em 1965, ao sagrar-se vencedora do I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, defendendo a música "Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. Em seguida gravou "Dois na Bossa" ao lado de Jair Rodrigues, com tal êxito que nos anos seguintes foram lançados os volumes 2 e 3. Foi ao lado de Jair que apresentou um dos programas musicais mais importantes da música brasileira, O Fino da Bossa, estreado em 1965 na TV Record. O programa foi o responsável pelo lançamento de diversos artistas e sucessos, como "Canto de Ossanha" (Baden Powell/ Vinicius de Moraes), "Louvação" (Gilberto Gil/ Torquato Neto) e "Lunik 9" (Gil). A partir daí a carreira solo de Elis decola. Seu disco "Elis", de 1966, traz "Canção do Sal", de Milton Nascimento, gravado aí pela primeira vez. Elis foi a primeira intérprete a gravar músicas de alguns compositores que se tornariam consagrados, como Milton, Ivan Lins ("Madalena"), Tavito/ Zé Rodrix ("Casa no Campo") e Belchior ("Como Nossos Pais").
Participou de festivais e de movimentos político-musicais, como a "passeata contra as guitarras", que visava à preservação das "raízes" da MPB contra a invasão estrangeira. Intensificou sua carreira no exterior em 1969, ano em que fez show nas principais capitais européias e latino-americanas. Um de seus discos mais marcantes, "Elis e Tom" (com Tom Jobim), foi gravado em 1974 nos Estados Unidos, onde também tornou-se popular. No ano de 1979 participou do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, e gravou um de seus maiores sucessos, "O Bêbado e a Equilibrista", de Aldir Blanc e João Bosco, dupla que lhe forneceria inúmeros sucessos, como "Caçador de Esmeraldas", "Mestre-sala dos Mares", "Dois pra Lá, Dois pra Cá".
Outras interpretações que entraram para a história foram "Upa, Neguinho" (Edu Lobo/ G. Guarnieri), "Águas de Março" (Tom Jobim), "Ponta de Areia" (Milton Nascimento/ Fernando Brant), "Folhas Secas" (Nelson Cavaquinho/ Guilherme de Brito) e "Romaria" (Renato Teixeira). Depois de sua morte, em 1982, decorrente de overdose de drogas, foram lançados discos com gravações inéditas e coletâneas. Foi homenageada em 1995 no prêmio Sharp de música. Seus filhos João Marcelo Bôscoli (com Ronaldo Bôscoli) e Pedro Camargo Mariano (com César Camargo Mariano) também são músicos.
Rádio Jovem Pan - Programa "Rádio ao Vivo", levou ao ar em 2007, no quadro "Som - Memória do Rádio", o especial que destacou a participação de Elis Regina na história da música popular brasileira e apontou as causas da sua morte em 19 de janeiro de 1982 No dia 20 de janeiro de 1982, um dia após a morte de Elis Regina, pela Rádio Globo, o radialista Valdir Vieira lê uma crônica em homenagem a Elis Regina. 

8 de março de 2011

Hebe Camargo completa 82 anos

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Hebe Camargo se projeta para o Brasil nos anos 50 junto com  o aparecimento da televisão.
    A apresentadora Hebe Camargo nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, em 08 de março de 1929. Iniciou sua carreira como cantora na década de 40 ao lado da irmã Estela formaram a dupla caipira “Rosalinda e Florisbela”. Aí veio o primeiro contrato como cantora-solo, nas Rádios Tupi e Difusora de São Paulo.
    Como cantora, ela interpretou sambas e boleros, mas foi na televisão e no rádio que Hebe fez grande sucesso, o qual se repete até hoje.
      Quando veio a TV Tupi, Hebe foi logo escalada, pois era bonita e charmosa e boa cantora, mas seguiu com Dermival Costalima, logo no início de 1952, para a Rádio Nacional e depois TV Paulista, onde começou sua carreira de apresentadora. Entre os programas que apresentava, destacou-se “O Mundo é das Mulheres”, organizado por Walter Forster.
     Esteve também na TV Record, na Rádio Mulher, onde fazia um programa matinal, participou da TV Bandeirantes, da Rádio Capital, fazendo o programa direto de sua residência, da Rádio Nativa, e do SBT, e recentemente foi para a Rede TV.
Acompanhe entrevista concedida por Hebe Camargo ao programa Roda de Sábado, na Rádio Jovem Pan em março de 1987. (Parte I) 
Acompanhe entrevista concedida por Hebe Camargo ao programa Roda de Sábado, na Rádio Jovem Pan em março de 1987. (Parte II)

1 de março de 2011

Há 40 anos, entrava no ar a Rádio Continental

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Adesivo com a frequência da Rádio Continental 1120


    Há 40 anos, no dia 01 de março de 1971 entrava no ar a programação Superquente de um dos principais fenômenos do rádio brasileiro, a Rádio Continental, de Porto Alegre 1120 AM.
      A Continental já existia, mas foi em março de 71 que sobre o comando de Fernando Wesphalen adotou uma programação voltada a um público jovem deixando marcada uma geração. Foram 10 anos no ar com muita inovação e uma linguagem descontraída que ousava criticar os militares no poder, por isso a Continental foi diversas vezes punida e seus dirigentes e diretores se acostumaram a comparecer a Polícia Federal para dar explicações sobre os textos levados ao ar.
       Os 10 anos de história da Rádio Continental foram tão intensos que até hoje, 30 anos depois de ter saído do ar, em 1980, a Superquente ainda provoca uma reação positiva nos que dela se recordam.
       Foi a primeira emissora gaucha dirigida a juventude e que não se calou frente à ditadura implantada em 1964 e talvez a única a deixar claro que não se conformava com a presença dos militares no poder.
       Em novembro de 2007, após sete anos de pesquisa, foi lançado o livro Continental – A rádio rebelde de Roberto Marinho, de Lucio Haeser. Lançada pela Editora Insular, a obra procurou trazer o máximo que pôde sobre a história da 1120. Inclusive com um CD contendo músicas do movimento musical que ela ajudou a trazer à tona.
Acabou por causa da perseguição implacável da ditadura e da censura e também da chegada de uma nova tecnologia no rádio: as emissoras em FM.
Emissora gaúcha que ficou dez anos no ar e foi fechada durante a ditadura, a Rádio Continental, é assunto do História Hoje, quadro levado ao ar no Repórter Brasil, pelas emissoras de rádio da EBC - Empresa Brasil de Comunicação. A locução é Lucio Haeser, autor do livro, A rádio rebelde de Roberto Marinho.
Prefixo da Rádio Continental 112o KHz.
 

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