27 de fevereiro de 2011

Aniversário do Plano Real

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O Plano Real iniciou oficialmente em 27 de fevereiro de 1994 com a publicação da Medida Provisória nº 434 no Diário Oficial da União. Tal Medida Provisória instituiu a Unidade Real de Valor (URV), estabeleceu regras de conversão e uso de valores monetários, iniciou a desindexação da economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real.
O programa foi o mais amplo plano econômico já realizado no Brasil, e tinha como objetivo principal o controle da hiperinflação que assolava o país. Utilizou-se de diversos instrumentos econômicos e políticos para a redução da inflação que chegou a 46,58% ao mês em junho de 1994, época do lançamento da nova moeda. A idealização do projeto, a elaboração das medidas do governo e a execução das reformas econômica e monetária contaram com a contribuição de vários economistas, reunidos pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.
O presidente Itamar Franco, autorizou que os trabalhos se dessem de maneira irrestrita e na máxima extensão necessária ao seu êxito, o que tornou o Ministro da Fazenda no homem mais forte e poderoso de seu governo, e no seu candidato natural à sua sucessão. Assim, Fernando Henrique Cardoso elegeu-se Presidente do Brasil em outubro do mesmo ano.
O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o plano de estabilização econômica mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e remodelando os setores econômicos nacionais.
Acompanhe o especial 15 anos do Plano Real, levado ao ar pela Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional de Brasilia, nos dias 02 e 03 de julho de 2009. PARTE 01 
Acompanhe o especial 15 anos do Plano Real, levado ao ar pela Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional de Brasilia, nos dias 02 e 03 de julho de 2009. PARTE 02

22 de fevereiro de 2011

Darcy Ribeiro morreu em 17 de fevereiro de 1997

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"Termino esta minha vida já exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras". (Darcy Ribeiro)


    Darcy Ribeiro nasceu em Minas Gerais em 26 de outubro de 1922. Formado em Antropologia, dedicou seus primeiros anos de vida profissional ao estudo dos índios do Pantanal, do Brasil Central e da Amazônia. Em 1949, entrou para o Serviço de Proteção aos Índios (antecessor da Funai), onde trabalharia até 1951. Passou várias temporadas com os indígenas do Mato Grosso (então um só estado) e da Amazônia, publicando as anotações feitas durante essas viagens. Colaborou ainda para a fundação do Museu do Índio (que dirigiu) e a criação do parque indígena do Xingu.
   Sua vida foi totalmente voltada às conquistas na área social e cultural. Darcy Ribeiro foi uma das figuras responsáveis pelo Memorial da América Latina.
    Notabilizou-se fundamentalmente por trabalhos desenvolvidos nas áreas de educação, sociologia e antropologia tendo sido, ao lado do amigo a quem admirava Anísio Teixeira, um dos responsáveis pela criação da Universidade de Brasília, elaborada no início dos anos sessenta, ficando também na história desta instituição por ter sido seu primeiro reitor. Também foi o idealizador da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Publicou vários livros, vários deles sobre os povos indígenas.
   Como muitos outros intelectuais brasileiros, foi obrigado a se exilar durante a Ditadura Militar brasileira.
Ele faleceu em 17 de fevereiro de 1997. No seu último ano de vida, dedicou-se a organizar a Universidade Aberta do Brasil e a Escola Normal Superior. O antropólogo também organizou a Fundação Darcy Ribeiro, com o objetivo de manter sua obra viva e elaborar projetos nas áreas educacional e cultural.
   Em 08 de fevereiro de 1996, após 08 anos de tramitação no Congresso Nacional, no Senado Federal de 1993, o projeto de Lei de Diretrises e Bases (LDB), para a educação brasileira é relatada pelo senador Darcy Ribeiro. No final da sessão do presidente do Senado, José Sarney destaca a atuação de Darcy Ribeiro.
Darcy Ribeiro discursa na sessão de aprovação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), em 08 de fevereiro de 1996.

16 de fevereiro de 2011

19 anos da morte de Jânio Quadros

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   Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande Mato Grosso no dia 25 de janeiro de 1917 e faleceu em São Paulo em 16 de fevereiro de 1992, foi um político e o vigésimo segundo presidente do Brasil, entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 - data em que renunciou. Em São Paulo, exerceu sucessivamente os cargos de vereador, deputado, prefeito da capital e governador do estado. Tinha um estilo político exibicionista, dramático e demagógico. Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele cunhada: varrer toda a sujeira da administração pública. Por isso o seu símbolo de campanha era uma vassoura.

Presidente da República

   Jânio Quadros foi eleito presidente em 3 de outubro de 1960, pela coligação PTN-PDC-UDN-PR-PL, para o mandato de 1961 a 1966, com 5,6 milhões de votos - a maior votação até então obtida no Brasil - vencendo o marechal Henrique Lott de forma arrasadora, por mais de dois milhões de votos. Porém não conseguiu eleger o candidato a vice-presidente de sua chapa, Milton Campos (naquela época votava-se separadamente para presidente e vice). Quem se elegeu para vice-presidente foi João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro. Os eleitos formaram a chapa conhecida como chapa Jan-Jan. Jânio representava a promessa de revolução pela qual o povo ansiava. Propunha a modificação de fórmulas antiquadas, uma abertura a novos horizontes, que conduziria o Brasil a uma nova fase de progresso, sem inflação, em plena democracia. Foi o primeiro a assumir a presidência em Brasília, no dia 31 de janeiro de 1961. Embora tenha feito um governo curtíssimo - que só durou sete meses - pôde, nesse período, traçar novos rumos à política externa e orientar, de maneira singular, os negócios internos.
   Um mestre inato da arte da comunicação, Jânio, no intuito de se manter diariamente na "ribalta", utilizava factoides como a proibição do biquíni nos concursos de miss, a proibição das rinhas de galo, a proibição de lança-perfume em bailes de carnaval, e a tentativa de regulamentar o carteado.
   Jânio condecorou, no dia 19 de agosto de 1961, com a Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul Ernesto Che Guevara, o guerrilheiro argentino que fora um dos líderes da revolução cubana - e era ministro daquele país - em agradecimento por Guevara ter atendido a seu apelo e libertado mais de vinte sacerdotes presos em Cuba, que estavam condenados ao fuzilamento, exilando-os na Espanha, sendo esse um dos estopins para despertar vários setores da sociedade contra o seu governo. Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara, - o derrubador de presidentes - percebendo que Jânio fugia ao controle das lideranças da UDN, mais uma vez se colocou como porta-voz da campanha contra um presidente legitimamente eleito pelo povo (como havia feito com relação a Getúlio Vargas e tentado, sem sucesso, com relação a Juscelino Kubitschek). Não tendo como acusar Jânio de corrupto, tática que usou contra seus dois antecessores, decidiu impingir-lhe a pecha de golpista.
   Em um discurso no dia 24 de agosto de 1961, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, Lacerda denunciou uma suposta trama palaciana de Jânio e acusou seu ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, de tê-lo convidado a participar de um golpe de estado.
Na tarde de 25 de agosto, Jânio Quadros, para espanto de toda a nação, anunciou sua renúncia, que foi prontamente aceita pelo Congresso Nacional. Especula-se que talvez Jânio não esperasse que sua carta-renúncia fosse efetivamente entregue ao Congresso. Pelo menos não a carta original, assinada, com valor de documento.
    O popular rádio jornal daquela época, o Repórter Esso, em edição extraordinária, no dia 25 de agosto, atribuiu a renúncia a "forças ocultas", frase que Jânio não usou, mas que entrou para a história do Brasil e que muito irritava Jânio, quando perguntado sobre ela.

A carta-renúncia
"Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever. Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções, nem rancores. Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.
"Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.
"Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo que não manteria a própria paz pública.
"Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes, para os operários, para a grande família do Brasil, esta página da minha vida e da vida nacional. A mim não falta a coragem da renúncia.
"Saio com um agradecimento e um apelo. O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram dentro e fora do governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade. O apelo é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios, para todos e de todos para cada um.
"Somente assim seremos dignos deste país e do mundo. Somente assim seremos dignos de nossa herança e da nossa predestinação cristã. Retorno agora ao meu trabalho de advogado e professor. Trabalharemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria." Brasília, 25 de agosto de 1961. (Jânio Quadros).
video
Jânio Quadros - Campanha Política na TV, 1960

Jingle da campanha de Jânio Quadros pela presidência da república, usado na campanha política de 1960.
Em 31 de janeiro de 1961, Jânio Quadros recebeu das mãos de Juscelino Kubitschek a faixa de presidente da república.


O tradicional noticiário de rádio daquela época, “Repórter Esso”, em edição extraordinária, assim anunciou a renuncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961.

Em 25 de agosto de 1961, o presidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, e, sessão extraordinária anuncia ter recebido carta renuncia de Jânio Quadros e em seguida encaminha posse do presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzili, visto que o vice, João Goulart estava em visita oficial na China.

Jingle da campanha de Jânio Quadros, pela prefeitura de São Paulo em 1985. A vassoura continua sendo simbolo da campanha de varrer a vandalheira.

Carmen Miranda: A Eterna Pequena Notavél

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         Acompanhe especial narrando à trajetória de Carmen Miranda. Destaque para as músicas, Pra você gostar de mim (Taí); Cantoras do rádio; O que é que a baiana tem?; e Disseram que eu voltei americanizada. 
        Para ilustrar são usadas gravações antigas, que marcarm a passagem de Carmen Miranda pelos microfones do rádio brasileiro: entrevista de Carmen Miranda, concedida ao repórter da Rádio Nacional do Rio de Janeiro em 1954; Desejos de ano com Carmen na Rádio Record, em dezembro de 1954; Repórter Esso anunciando a morte de Carmen; locutor Cesár Ladeira na despedida de Carmen. Locução, pesquisa e edição: Cláudio Paixão.

Especial - Carmen Miranda (2010)
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* Post atualizado à pedido de Gustavo Igor, em 04/12/2012. 
 

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