20 de dezembro de 2011

Há 31 anos o Brasil perdia a mais alta patente do rádio

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Almirante, a maior patente do Rádio


Henrique Foréis Domingues, mais conhecido como Almirante, nasceu no Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1908. “A mais alta patente do rádio” faleceu em 22 de dezembro de 1980, também no Rio de Janeiro. Foi uma das figuras mais atuantes da música popular carioca, e um dos primórdios da radiodifusão no Brasil.
Cantor, compositor e radialista brasileiro, Almirante fez história. Iniciou sua carreira de radialista em 1938. Liderou numerosos programas de grande audiência. Passou pelas Rádio Nacional do Rio de Janeiro,Tupi, Clube, Globo, Record, entre tanta outras emissoras. Produziu, escreveu e dirigiu, em mais de 40 anos, quase uma centena de programas.
Dentre os programas produzidos por Henrique Foréis Domingues estão Curiosidades Musicais (1938), sob seu comando, foi o primeiro programa de rádio com montagem, no Brasil. Abandonando a carreira de cantor no inicio da década de 1940, passou a dedicar-se somente ao rádio, tendo sido responsável pelos seguintes programas: Caixa de Perguntas (1938), Programa de Reclamações (1939), Orquestra de Gaitas (1940), A Canção Antiga (1941), Tribunal de Melodias (1941), História do Rio pela Música (1942), História das Danças (1944), Campeonato Brasileiro de Calouros (1944), História de Orquestras e Músicos (1944), Aquarela do Brasil (1945), Anedotário de Profissões (1946) Carnaval Antigo (1946), Incrível Fantástico Extraordinário (1947), O Pessoal da Velha Guarda (1948), No Tempo de Noel Rosa (1951), Academia de Ritmos (1952), Recordações de Noel Rosa (1953), Corrija o Nosso Erro (1953), A Nova História do Rio pela Música (1955) e Recolhendo o Folclore (1955).

Curiosidades Musicais [1]


Sob o patrocínio de Eucalol, o sabonete do Brasil, o programa Curiosidades musicais estreou no dia 25 de abril de 1938 e, de imediato, tornou-se um enorme sucesso.
Até porque concedia ao ouvinte, pela primeira vez, a oportunidade de conhecer o ídolo, antes apenas uma voz no rádio ou no disco. O Curiosidades Musicais ia ao ar sempre às segundas-feiras, às 21 horas. A abertura musical do programa era, do ponto de vista artístico, um verdadeiro achado: uma grande orquestra executava os primeiros compassos da "Rhapsody in blue", de Gershwin, seguidos da primeira parte do batuque "Na Pavuna", de Homero Dornelles e do próprio Almirante.
Embalado pelo êxito de Curiosidades musicais, Almirante propôs à direção da Rádio Nacional um novo programa, bem mais ousado. Assim, no dia 5 de agosto de 1938, sob o patrocínio de By-so-do, o digestivo antiácido moderno, o antigo componente do Bando dos Tangarás deu início ao programa Caixa de perguntas, bem mais incrementado que o anterior, pois implicava na participação direta do auditório. E não só isso: oferecia prêmios de 5,10 e 30 mil réis, pagos na hora, aos acertadores. Almirante circulava entre as cadeiras do auditório, colhendo as respostas de microfone em punho, tal como faz, hoje, mais de sessenta anos depois, o animador Silvio Santos no programa Topa Tudo por dinheiro.
Caixa de perguntas manteve-se no ar até o início de 1942, quando Almirante trocou a Nacional pela Rádio Tupi.



Acompanhe a audição de Curiosidades Musicais veiculada em 20 de junho de 1938, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com o tema Capoeiras da Bahia.


Incrível! Fantástico! Extraordinário!

Em 1947 Henrique Foréis Domingues, iniciou a série de programas radiofônicos de maior sucesso da história do rádio brasileiro: Incrível ! Fantástico ! Extraordinário!

O programa ficou no ar até 1958, e seduziu, pelas ondas da Rádio Tupi, milhões de brasileiros com relatos de casos sobrenaturais enviados por ouvintes do país inteiro, ou, como anunciava o comunicador, de casos verídicos de terror e assombração. Tinha de tudo - operação espiritual, morto cumprindo ameaça , milhar sinistra no jogo do bicho, violino do além, caminhão fantasma, entrevista fúnebre, fenômenos de levitação, agradecimento da noiva morta, urubu aziago e o escambau.

Inicialmente escrito por José Mauro e depois por Cesar de Barros Barreto, focalizando histórias fantásticas enviadas pelos ouvintes e narradas por Almirante com a ajuda do cast de rádio-teatro da Rádio Tupi do Rio de Janeiro. A série ficou famosa e projetou ainda mais o nome de Almirante no cenário radiofônico como um dos mais importantes criadores de programas de rádio. Segundo ele mesmo diz as histórias eram consideradas verídicas e na época causaram muita polêmica na imprensa e nos meios radiofônicos. Em cada programa Almirante narra 3 ou 4 casos cheios de suspense mantendo os ouvintes presos a narrativa.




Acompanhe uma edição do programa "Incrível, Fantástico, Extraordinário! Programa do dia 16.12.47 com as seguintes histórias: 1. O enterro misterioso, 2. O estranho homem que queria construir uma granja, 3. A santa cruz da encruzilhada assombrada, 4. O jogador de palavra.




[1] AGUIAR, Ronaldo Conde. Almanaque da Rádio Nacional. p. 21. Disponível em:  http://www.acervodanet.com.br/icontrole/images/produtos/38bf3492d8.pdf. Acesso em: 20 de dezembro de 2011.

Jingles e programas que marcam a passagem do Natal

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Um novo ano está prestes a começar, antes vem o Natal e a cada dezembro que passa ouvimos novos sons, músicas, programas de rádio que nos levam para um clima natalino e assim se multiplicam os pedidos de paz e harmonia. Há verdadeiros tesouros guardados nos acervos das emissoras, no baú da saudade.
São canções, poemas, jingles, vozes que marcam as nossas lembranças e perduram no imaginário coletivo. Nesta semana natalina vamos reviver grandes momentos sonoros de Natal.

Toada intitulada de “Cartão de Natal”, composta por  Zé Dantas e Luiz Gonzaga, gravada em 1954 por Isis de Oliveira e Luiz Gonzaga.
Jingle gravado em 2009 pelo Rádio SulAmerica Trânsito, de São Paulo, dentro das comemorações natalinas. Na gravação buzinas tocam músicas de Natal e a "turminha do banco de trás" dá o recado.
Mensagem de fim de ano gravada por Cid Moreira e Oliveira Neto para a  prefeitura de Janiópolis/PR. 
Spot veiculado pela Rádio Nacional da Amazônia, há mais de uma década, nas  comemorações de fim de ano.
 
Em dezembro de 1986 a Rádio Bandeirantes, de São Paulo, levou ao ar um programa especial de natal com Nanci Filho. Na ocasião o também locutor Muibo Cury interpretou o texto "Presente de Natá" de Silvio de Toledo. 



Jingle criado em 1960 pelo paulistano Caetano Zamma para  Varig e gravada originalmente por Clélia Simone.

Jingle gravado para Casas Pernambucanas no Natal de 1967.

FELIZ NATAL! SEJA BEM VINDO 2012.



1 de dezembro de 2011

A ultima entrevista de Monteiro Lobato

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Monteiro Lobato, o gênio da literatura brasileira
No dia 02 de julho de 1948, ás 16 horas, o escritor Monteiro Lobato recebeu o repórter Murilo Antunes Alves no seu apartamento da Rua Barão de Itapetininga, em São Paulo, para uma entrevista que foi veiculada no dia seguinte ao meio dia, pela Rádio Record. Lobato morreria 36 horas depois, na madrugada do dia 4, vítima de um derrame.
Em sua ultima entrevista, ou como define o repórter Murilo Antunes, no bate-papo descontraído, Lobato falou de tudo : sobre o rádio, do petróleo, dos estudantes, da pamonha, da içá, sobre suborno, da crise de confiança generalizada, entre outros assuntos. Recusou-se a falar de política, assunto que o autor não se sentia mais recomendado a falar de pois de ter sido preso.
Quando questionado sobre o que um jovem deve fazer para ser um grande escritor, Lobato deixa a dica: “Crescer a aparecer. Essa é uma condição indispensável. Antes que esse jovem cresça e apareça, ele não poderá fazer nada. Crescendo, ele alcançará a maturidade. Alcançando a maturidade, ele dará tudo de si para reunir todas as qualidades latentes que ele possua. E, se de fato ele tem qualidade, esse jovem aparecerá. O aparecimento de um jovem no mundo das letras é uma coisa que depende exclusivamente das qualidades naturais desse jovem. Se ele tem qualidades, uma hora ele aparecerá e vencerá. Se ele não tiver qualidades boas, ele fracassará com muita justiça. É isso o que pensa o velho Lobato com sua longa experiência acumulada”, apontou Lobato.
Narizinho Arrebitado é apontada por Lobato como a sua criação literária preferida e por um motivo inusitado. “De todas as minhas obras, a que mais me agrada é a que dá mais dinheiro. É a que me dá maior lucro. Revendo lá as minhas contas, eu vejo que é Narizinho. Narizinho Arrebitado, que já rendeu duas séries de edições. Já vendi mais de 100 mil exemplares e, portanto, essa é a querida de meu coração. Se eu dissesse qualquer coisa diferente, seria mentira e hipocrisia”, explicou.
O escritor termina a entrevista falando da sua relação com o público infantil, para quem acredita que deveria ter se dedicado mais. “São inúmeras as crianças que me visitam. Eu me considero, cada uma delas um prêmio, um sujeito muito premiado. De maneira que eu sou um sujeito muito premiado e um sujeito que se acostumou a ser muito premiado numa vida... Se voltar outra vez ao mundo ele quer que continue assim. De maneira que eu acho que queria viver de novo a minha vida, a vida que eu vivi. Escrever coisas mais variadas, de mais interesse para as crianças. E mais: por que eu acho que as crianças me condenam em uma coisa, que eu escrevi pouco para elas e poderia ter escrito muito mais. E eu penso que perdi tempo escrevendo para gente grande, que é uma coisa que não vale a pena, finalizou.
Dois dias depois, o gênio da literatura infantil, com 66 anos virou “gás inteligente” – modo como o próprio escritor definia a morte. Sob forte comoção nacional, seu corpo foi velado na Biblioteca Municipal de São Paulo e o sepultamento aconteceu no Cemitério da Consolação. 

Ouça a ultima entrevista concedida por Monteiro Lobato ao repórter Murilo Antunes Alves, da Rádio Record, em  02 de julho de 1948.

30 de novembro de 2011

Há 31 anos morria Cartola, o príncipe do samba

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Cartola , o príncipe do samba
   Angenor de Oliveira,o cantor, compositor e violonista brasileiro, mais conhecido como Cartola, nasceu no Rio de Janeiro, em  11 de outubro de 1908, e faleceu 30 de novembro de 1980.
Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão.  Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.
    Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça - seis anos mais velho - e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba.
      Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola".
     Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba, "Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas.
   Mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto.  Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto (mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.
    Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego público e compondo seus sambas.
     Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece","O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.


  O programa Memória do Rádio, da Rádio Educadora FM, da Bahia, em uma de suas edições prestou homenagem ao mestre Cartola.
Bloco I      
Bloco II 
  No dia 11 de outubro 2008, Cartola completaria 100 anos. Em homenagem a um dos maiores nomes da história da música brasileira, a Jovem Pan apresentou o especial "Um Século de Cartola". Além de gravações de Cartola e Dona Zica colhidas no arquivo Jovem Pan, o especial tem a participação de nomes que fizeram parte da vida do grande mestre, como Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Beth Carvalho, Alcione, Hermínio Bello de Carvalho, Nei Lopes, Elton Medeiros, Eli Gonçalves da Silva (Chininha, filha de dona Neuma e presidente da Mangueira) e a neta Neucimar Nogueira. O especial "Um Século de Cartola" tem produção e edição de André Graziano, sonorização de Zezé Guimarães e apresentação de José Luiz Menegatti. Ouça os dois blocos. 
    A Rádio Nacional,  no quadro História Hoje, no radiojornal Repórter Brasil, em 30 de novembro de 2011, lembrou os 30 anos da morte de Cartola. Há 30 anos, morria Cartola, o príncipe do samba - O maior poeta do samba. Chamado de mestre, divino, genial. Cartola era carioca e ficou famoso compondo marchas de carnaval no morro da Mangueira. O mestre morreu aos 72 anos.Pesquisa redação a locução de Yara Selva, sonoplastia de Messias Mello.

28 de novembro de 2011

Fim de sema marcou a passagem dos 100 anos de Mário Lago

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Mário Lago/ Divulgação

O ultimo fim de semana foi marcado pela comemoração do centenário de Mário Lago, programas especiais, entrevistas, criação site especial, lançamento de CD e selo comemorativos, marcaram a passagem da data.

      Mário Lago nasceu no Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1911, foi um advogado, poeta, radialista, letrista e ator brasileiro.
      Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na década de 30, na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou sua militância política no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, então fortemente influenciado pelo Partido Comunista Brasileiro. Durante a década de 1930, a então principal Faculdade de Direito da capital da República era um celeiro de arte aliada à política, onde estudaram Lago e seus contemporâneos Carlos Lacerda, Jorge Amado, Lamartine Babo entre outros.


Poema "Proclamação do amor antigramática" de Mário Lago, na voz do autor. 
     Depois de formado, exerceu a profissão de advogado por apenas alguns meses. Envolveu-se com o teatro de revista, escrevendo, compondo e atuando. Sua estréia como letrista de música popular foi com "Menina, eu sei de uma coisa", parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação de "Nada além", da mesma dupla de autores.
     Suas composições mais famosas são "Ai que saudades da Amélia", "Atire a primeira pedra", ambas em parceria com Ataulfo Alves; "É tão gostoso, seu moço", com Chocolate, "Número um", com Benedito Lacerda, o samba "Fracasso" e a marcha carnavalesca "Aurora", em parceria com Roberto Roberti, que ficou consagrada na interpretação de Carmen Miranda.
     Na Rádio Nacional, Mário Lago foi ator e roteirista, escrevendo a radionovela "Presídio de Mulheres". Mas só ficou conhecido do grande público mais tarde, pela televisão, quando passou a atuar em novelas da Rede Globo, como "Selva de Pedra", "O Casarão", "Nina", "Brilhante", "Elas por Elas" e "Barriga de Aluguel", entre outras. Também atuou em peças de teatro e filmes, como "Terra em Transe", de Glauber Rocha.

Mário Lago interpretando o Rei Herodes, na rádionovela A Paixão de Cristo, veiculada pela priemira vez na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em  28 de março de 1959.
      Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram seus direitos políticos cassados pelo regime militar, e perdeu suas funções na Rádio Nacional. 



      O programa Século XX, no Brasil 500 anos. Produção Especial da Rádio Senado FM, levada ao ar no ano de 2000 lembrou o encontro de Carlos Lacerda com Mário Lago no Cárcere do Regimento Caetano de Faria.
Autor dos livros Chico Nunes das Alagoas (1975), Na Rolança do Tempo (1976), Bagaço de Beira-Estrada (1977) e Meia Porção de Sarapatel (1986), foi biografado em 1998 por Mônica Velloso na obra: Mário Lago: boêmia e política.
      No carnaval de 2001, Mário Lago foi tema do desfile da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz.
Morreu no dia 30 de maio de 2002, aos noventa anos de idade, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, de enfisema pulmonar. Para o velório foi aberto o palco do Teatro João Caetano onde vivera importantes momentos de sua carreira de ator.

 
Download aqui!  Entrevista concedida por Mário Lago Filho, a Loreiro Neto, no programa Papo de Botequim, na Rádio Globo em 08 de agosto de 2011 em homenagem a Mário Lago. 

Em homenagem ao centenário de Mário Lago foi criado o site: http://www.mariolago.com.br/, que resgata a memória desse que foi sem dúvida um dos grandes nomes da história da arte brasileira. 

No dia 26 de novembro 2011 a Rádio Nacional FM, de Brasília, no programa Roda de Samba, prestou homenagem ao centenário de Mário Lago. O programa Roda de Samba conta com a apresntação de Fátima de Mello, sonoplástia de Messias Mello, produção e edição Eloisa Fernandes.

21 de novembro de 2011

Rádioteatro narrou à história da mais famosa amante de D. Pedro I

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Marquesa de Santos
                         Óleo atribuído a F.P. do Amaral (acervo: Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro)

A rádio Record de São Paulo levou ao ar, no dia 07 de setembro de 1950 a história radiodramatizada de “Marquesa de Santos”, o mais arrebatador dos amores de D. Pedro I. Dentre os interpretes dos personagens dessa história estão Randal Juliano, como Dom Pedro I e Adoniran Barbosa como Chalastra. Na época Adoniran ainda não havia explodido na música como compositor, trabalhava mais como ator e humorista, do que como músico. 
   
Marquesa de Santos também foi tema do quadro “História Hoje”, do dia 03 de novembro de 2010, levado ao ar pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional de Brasília, Rádio Nacional do Rio de Janeiro e emissoras em redes, no radiojornal matutino - Repórter Brasil.
 

24 de outubro de 2011

Novo programa na grade da MEC AM – Radioteatro Acervo

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Domingo, dia 23 de outubro, o Núcleo de Radiodramaturgia EBC estreia nas Rádios Nacional e MEC o programa Radioteatro Acervo.

A primeira temporada vai reprisar 23 obras, incluindo produções do Grande Teatro e Teatro de Mistério, realizados pela Rádio Nacional, na década de 80, além do Teatro Sérgio Viotti, produzido na MEC, nos anos 1970.
O programa vai ao ar aos domingos às 8h pela Rádio Nacional; e, pela Rádio MEC, às 13h30, com reprise no mesmo dia às 19h.

Na estreia, a peça O Assassino e o Espelho, que fez parte do programa Teatro de Mistério.

Segue abaixo a programação completa da primeira temporada:
23/10/2011 – O assassino e o espelho – (TEATRO DE MISTÉRIO)
30/10/2011 – O fantasma de canterville, de Oscar Wilde - (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
06/11/2011 – A mulher que eu pago – (GRANDE TEATRO)
13/11/2011 – Um corpo na piscina – (TEATRO DE MISTÉRIO)
20/11/2011 – O urso , de Anton Tchekov – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)27/11/2011 – O caixeiro da taverna -(GRANDE TEATRO)
04/12/2011 – Morta na banheira - (TEATRO DE MISTÉRIO)
11/12/2011 – Antes do café , de Eugene O`Neil – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
18/12/2011 – Um homem diferente - (GRANDE TEATRO)
25/12/2011 – A verdadeira pista – (TEATRO DE MISTÉRIO)
01/01/2012 – Mariana , de Machado de Assis – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
08/01/2012 – Otelo - (GRANDE TEATRO)
15/01/2012 – Vingança de um louco - (TEATRO DE MISTÉRIO)
22/01/2012 – O torniquete , de Pirandello – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
29/01/2012 – As últimas palavras - (TEATRO DE MISTÉRIO)
05/02/2012 – Uma história contada ao escuro , de Rainer Maria Rilke –(TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
12/02/2012 – A cartomante , de Machado de Assis – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
19/02/2012 – Morte no circo - (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
26/02/2012 - Que pena ser só ladrão , de João do Rio – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
04/03/2012 - D. Paula , de Machado de Assis - (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
11/03/2012 – A janela , de Edoard Sitzen – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
18/03/2012 – Um episódio , de Arthur Schnitzler – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI)
25/03/2012 – Henrique VIII , de Shakespeare – (TEATRO SÉRGIO VIOTTI) 


Acompanhe a primeira edição do programa "Radioteatro Acervo" veiculada em 23 de outubro de 2011. O programa reapresentou a história "O assassino e o espelho" levado ao ar no programa Teatro de Mistério, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1981. 
Fonte: http://radiomec.com.br/novidades/?p=23572


14 de outubro de 2011

Fernanda Montenegro completa 82 anos

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Fernanda Montenegro, a dama do teatro brasileiro
Fernanda Montenegro nasceu em 16 de outubro de 1929 e aos 15 anos começou a trabalhar como locutora na Rádio Ministério da Educação e Cultura – Rádio MEC, onde fez traduções e adaptações de peças literárias para radionovelas.
Perto da Rádio MEC havia uma faculdade de direito que reunia um grupo de teatro armador, Fernanda se uniu ao grupo, e em 1950 estreou nos palcos com a peça Alegres Canções nas Montanhas. Assim começou a carreira interpretando tragédia, drama, comédias, musical e espetáculo de vanguarda.
Foi ai primeira atriz contratada pela TV Tupi. No cinema a estréia aconteceu em 1964 com A Falecida, são cerca de 100 peças e mais de 20 filmes, na TV entre teleteatro, novelas e minisséries são mais de 100. Fernanda já recebeu ao longo de sua carreira mais de 30 prêmios e 07 comendas. Como protagonista de Central do Brasil, em 1997, conquistou o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim e foi indicada ao Oscar de melhor atriz estrangeira.
Foi convidada para ser Ministra da Cultura nos governo José Sarney e Itamar Franco, recusou as duas ofertas.

Embora não tenha trilhado pela política esse é um discurso feito por ela na Praça da Sé – São Paulo, em 24 de janeiro de 1984 nas campanhas pelas eleições diretas no Brasil, quem anuncia Fernanda é o locutor esportivo Osmar Santos.

13 de outubro de 2011

Há 43 anos o Brasil perdia Manuel Bandeira

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Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em Recife (PE) em 1886. Depois de morar no Rio, em Santos e em São Paulo, a família regressou ao Recife, onde permaneceu por mais algum tempo. A nova mudança para o Rio levou o menino a ser matriculado no colégio Pedro II. Com 17 anos, Manuel Bandeira foi para São Paulo, a fim de ingressar na Escola Politécnica, mas já no ano seguinte (1904) ficou tuberculoso. Abandonou os estudos, passando temporadas em várias outras cidades, de clima mais propício ao seu estado de saúde. Em 1913 partiu para a Suíça em busca de tratamento. Regressou no ano seguinte, pois estava começando a Primeira Guerra Mundial. Em 1917 publicou seu primeiro livro: A Cinza das Horas.
      Não participou diretamente da Semana de 22, mas seu poema "Os Sapos", lido por Ronald de Carvalho, provocou reações radicais na segunda noite do acontecimento. Mário de Andrade chamava-o de "O São João Batista do Modernismo".
      O poeta morreu com mais de 80 anos, em 13 de outubro de 1968. A perspectiva da morte foi uma constante em sua poesia e motivou um de seus conhecidos poemas:

Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Capa do Compacto "Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade/Poesias, da coleção ‘dobradinha’ do selo Festa, gravação com poemas na voz de dois dos mais populares poetas brasileiros, Drummond e Bandeira.

Aqui!! Áudios do  compacto 10'' - Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade/Poesias, com poemas gravados na voz de Manuel Bandeira, na década de 50. 

Poemas:

01- Evocação do Recife
02- Pneumotórax
03- Vou-me Embora Pra Pasárgada
04- Canção do Vento e da Minha Vida
05- Consoada

Ouça o programa Prosa e Verso, da Rádio Senado. Um programa especial em homenagem ao poeta Manuel Bandeira, levado ao ar em 27 e 28 de outubro de 2009 com poemas do autor modernista na voz de Marcos Antunes, Tuka Villa Lobos e Luíz Cesar. 

11 de outubro de 2011

Humorista Zé Vasconcelos morre aos 85 anos

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Morreu nesta terça-feira (11) ás 6h da manhã  o humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto, que completou 85 anos em março deste ano. 

Nascido em Rio Branco, no Acre, em 20 de março de 1926 José Tomaz da Cunha Vasconcellos Neto era considerado um dos grandes nomes do humor brasileiro. Começou na rádio e ganhou destaque fazendo esquetes de personagens gagos. Na televisão, interpretou o personagem Rui Barbosa Sa-Silva, na "Escolinha do Professor Raimundo" da TV Globo. Sua última aparição nas telas foi no humorístico "Escolhinha do Barulho", da TV Record, em que viveu o mesmo personagem.

      Produziu e atuou no primeiro programa humorístico da televisão brasileira, A Toca do Zé, exibido pela TV Tupi de São Paulo em 1952.
Capa do LP "Eu Sou o Espetáculo", 1960.
           Em 1960 gravou um disco pela Odeon, Eu Sou o Espetáculo, baseado no show de mesmo nome que apresentou por muitos anos em teatros de todo Brasil. Provavelmente foi o primeiro humorista a vender mais de 100 mil cópias de um LP do gênero. O disco tinha duração de 55 minutos, sendo o mais longo LP de humor já feito no país. Seu sucesso abriu caminho para que outras gravadoras investissem no segmento, mas o próprio Vasconcelos não conseguiu repetir o êxito de sua primeira gravação. 



Integra da gravação do LP "Eu Sou o Espatáculo"   (1960)
 
Integra da gravação do LP "Eu Sou o Espetáculo" (1960)

Acesse aqui! Programa Rádio Matraca, na Rádio USP, em 04 de dezembro de 2004, com a participação de Zé Vasconcelos.

13 de setembro de 2011

Viva Maria ganha site especial de aniversário

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Banner, site Viva Maria 30 Anos
   Nas comemorações dos 30 anos do programa Viva Maria os ouvintes ganharam um presente muito especial, um site onde podem conhecer a trajetória do programa, são fotos, vídeos e áudios que ajudam a construir a linha da vida de um pioneiro na luta pelos direitos das mulheres.
        No site www.ebc.com.br/vivamaria/ criado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Mara Régia di Perna, em vídeos, descreve os principais momentos que marcaram os 30 anos de Viva Maria: a estréia, as lutas pelos direitos das mulheres, a censura no governo Collor, e a reestréia do programa.
    Visite o site e prepare-se para se emocionar com a história construída pelas mulheres e pelos homens que gostam das mulheres. 

5 de setembro de 2011

Conheça hotsite em homengaem ao Viva Maria

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Mara Régia, apresentadora do programa Viva Maria, em uma de suas viagens ao interior da Amazônia.
     Todas as publicações feitas no Na Trilha do Rádio, sobre o programa de rádioViva Maria, foram reunidas em um hotsite especial nas comemorações de 30 anos do programa.
     Acesse:http://30anosvivamaria.blogspot.com/, e conheça a trajetória do Viva Maria, pioneiro na luta pelos direitos das mulheres no Brasil.

31 de agosto de 2011

Sintonize erros e tropeços na Rádio Nacional da Amazônia

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      A programação de rádio é agilidade com as informações, as coisas estão acontecendo e o ouvinte do outro lado fica sabendo. Se a programação é ao vivo tem ainda a vantagem do sentimento de está mais próximo do ouvinte de ter um retorno em tempo real. Fazer o rádio ao vivo é uma arte que pode se tornar um espetáculo, diante do risco de erros. Na comemoração dos 34 anos da Rádio Nacional da Amazônia, trago para você que sintoniza o “Na Trilha do Rádio”, alguns escorregões cometidos pelos locutores na programação da emissora.
      Você trabalha em uma repartição e seu colega está em outra, surge então a necessidade de levar um recado até ele, mas bate uma “preguiçinha”, o que fazer? Simples, pega o telefone e liga.  Pois foi o que fez Suely Silva, da Central do Ouvinte da Rádio Nacional da Amazônia em maio de 2009, a diferença é que ela entrou ao vivo no programa Ponto de Encontro com a Betty Begonha. O resultado foi esse:
      O locutor entra no estúdio com um texto pronto para ser lido, mas de repente deseja acrescentar uma nova informação ao material e grava todo o trecho novamente. Mara Régia gravou duas alternativas para anunciar a presença de Jane Godoy, colunista do Jornal do Brasil, no programa Viva Maria de 11 de julho de 2011, e agradecer a publicação que ela havia feito sobre o programa em sua coluna. Até ai tudo bem, a  não ser o fato de ter esquecido de editar a gravação. Veja que aos 58 segundos da gravação ela faz o anuncio, faz cumprimentos e ao 1 minuto e 32 segundos, a gravação volta a se repetir com um acréscimo no texto, só depois o programa segue normalmente.
      Faltam poucos segundos para o programa entrar no ar, a luz acende no letreiro com transcrição “NO AR”, o locutor espera a vinheta de abertura do programa. Silêncio no estúdio! Nada de vinheta. O que fazer? Juliana Mayar, apresentadora do Nacional Jovem , tem a solução é só fazer a vinheta ao vivo. Antes você ouve que ocorreram uma sequencia de erros, após o encerramento do Nacional Informa, ao invés de entrar a vinheta da Rádio Nacional da Amazônia continuou em rede com a Rádio Nacional de Brasília, que estava apresentando o programa Tarde Nacional, com Luciano Barroso. Cortada a transmissão, vem o silêncio, e finalmente Juliana Mayar fazendo ao vivo a vinheta do programa.
      No dia 09 de agosto de 2011, na edição 17 horas do Nacional Informa, José Nery anuncia a matéria ao vivo com a repórter Beatriz Arco Verde, mas o que se ouve é o Tum, Tum do telefone. Esses é um dos riscos do jornalismo ao vivo, a ligação cair na hora da repórter entrar no ar. Só resta respirar e anunciar à próxima noticia.
      O programa Nacional Jovem do 30 de agosto de 2011, ofereceu ao ouvinte descontraídos momentos “besteirol”, vivenciados pelos locutores Morillo Carvalho e Juliana Maya. No final da gravação ouça a produtora do programa Débora Lopo, confessando a Juliana Maya em segredo que o tipo de música que mais lhe irrita são as de Roberto Carlos, pena que o microfone estava ligado.
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