28 de abril de 2010

Carlos Lacerda, o polêmico

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Carlos Frederico Werneck de Lacerda nasceu no Rio de Janeiro, 30 de abril de 1914, onde também faleceu em 21 de maio de 1977. Foi um jornalista e político brasileiro. Membro da União Democrática Nacional (UDN), vereador (1945), deputado federal (1947–55) e governador do estado da Guanabara (1960–65). Fundador em 1949 e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa e criador, em 1965, da editora Nova Fronteira.
Falar sobre Carlos Lacerda é falar sobre o gosto pela polêmica. Orador irônico, dono de um contundente poder verbal, o jornalista e político carioca se impôs no cenário político entre 1945 e 1965, demolindo a reputação de autoridades. Mas Carlos Lacerda foi também um golpista inveterado, que ficou conhecido como "Corvo" por suas atuações conspiratórias. Impiedoso, não poupou governos. Atacou Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Não poupou nem mesmo o único presidente que a UDN levou ao poder, Jânio Quadros, a quem qualificou como "a UDN de porre".
Se insurgiu inclusive contra o governo militar, que inicialmente apoiou. Em março de 1957, Carlos Lacerda, deputado federal pela UDN do Distrito Federal, na época a cidade do Rio de Janeiro, leu um documento secreto na tribuna da Câmara, escrito em código cifrado e proveniente da Embaixada brasileira em Buenos Aires. O telegrama se referia a um inquérito realizado pelo Exército da Argentina, que revelava uma transação comercial entre os governos cujo pagamento teria sido revertido para a campanha presidencial de Getúlio Vargas, anos antes.
Já líder da UDN na Câmara, Lacerda foi acusado pelo governo de fornecer elementos para a decifração do código secreto do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores enviou mensagem à Câmara acompanhada de um ofício da Procuradoria Geral da Justiça Militar, pedindo à Câmara Federal licença para processar o deputado por crime contra a segurança nacional.
O "caso Lacerda" ganhou intensa repercussão na sociedade. Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o parecer do deputado Martins Rodrigues, pela licença para processar o deputado, foi aprovado, o que permitia a quebra da imunidade parlamentar de Lacerda. A defesa apresentada pelo deputado Carlos Lacerda, no dia 15 de maio de 1957, durou dez horas. Ele respondeu às acusações.
Trecho da Auto defesa de Carlos Lacerda, em sessão da Câmara dos Deputados. In: Grandes momentos do parlamento brasileiro. Brasília: Senado Federal, 1998. v. 1, CD-ROM 1.
No depoimento, Carlos Lacerda não poupa nem mesmo o governo de Juscelino Kubitschek.
O depoimento de Lacerda também tinha o objetivo de revidar o que denominou ação esmagadora da maioria contra a oposição. Impiedoso em suas críticas, corajoso em suas afirmações, o udenista Carlos Lacerda afirma que despertava medo entre seus oponentes.
Condenado inicialmente por seus pares, o deputado carioca acabou sendo absolvido pelo Plenário da Cãmara, no mês de maio.
A Câmara decidia assim por não dar licença para que o deputado fosse processado. Em 1968, Lacerda foi preso pelos militares. Solto, não voltou mais à política. Carlos Lacerda morreu em 1977, aos 63 anos, no Rio de Janeiro.
Confira a edição do já extinto programa Arquivo Aberto da Rádio Senado, que foi ao ar em março de 2007. O programa faz um panorama da vida de Lacerda e sua participção na política brasileira.

22 de abril de 2010

Pixinguinha, o pai da música brasileira

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"Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha.”
Assim definiu o crítico e historiador Ari Vasconcelos sintetizou de forma admirável a importância desse fantástico instrumentista, compositor, orquestrador e maestro. Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.
Enquanto ao verdadeiro nome de Pixinguinha existem controvésias. Na certidão de batismo, consta apenas o nome de Alfredo. Já na certidão de nascimento, consta o mesmo nome de seu pai, Alfredo da Rocha Vianna. De acordo com o livro Filho de Ogum Bexiguento, "alguns documentos particulares (recibos, carteirinhas de clube, jornais) registram-no como Alfredo da Rocha Vianna Filho. Já a certidão de óbito, além de diversos jornais, falam de Alfredo da Rocha Vianna Júnior." Mas ao que parece, Pixinguinha não se importava muito com isso. Uma outra controvérsia se deu por volta de seu septuagésimo aniversário, quando seu amigo Jacob do Bandolim lhe contou que obtivera na Igreja de Santana a certidão de batismo do compositor, que indicava a data correta de seu nascimento: 23 de abril de 1897, ou seja, um ano antes da data que Pixinguinha pensava ter nascido: 23 de abril de 1898. Quando este soube do fato, pediu a Jacob que não comentasse com ninguém.
Filho de Raimunda Maria da Conceição e Alfredo da Rocha Vianna, Pixinguinha tinha vários irmãos.
Uma rápida passagem pela sua vida e sua obra seria suficiente para verificar que ele é responsável por façanhas surpreendentes, como a de estrear no disco aos 13 anos de idade revolucionando a interpretação do choro. É que naquela época (1911) a gravação de disco ainda estava em sua primeira fase no Brasil e os instrumentistas, mesmo alguns ases do choro, pareciam intimidados com a novidade e tocavam como se tivessem pisando em ovos, com medo de errar. Pixinguinha começou com segurança total e improvisou na flauta com a mesma tranqüilidade com que tocava nas rodas de choro ao lado do pai e dos irmãos, também músicos, e dos muitos instrumentistas que formavam a elite musical do início do século XX.
O pai, flautista, não só deu a ele a primeira flauta como o encaminhou para os primeiros professores de música, entre os quais o grande músico e compositor Irineu de Almeida, o Irineu Batina. Seu primeiro instrumento foi cavaquinho mas mudou logo para a flauta. Sua primeira composição, ainda bem menino, foi Lata de leite, um choro em três partes comoera quase obrigatório na época. Também foi em 1911 que se incorporou à orquestra do rancho carnavalesco Filhas da Jardineira, onde conheceu os seus amigos de toda a vida, Donga e João da Baiana.
Antes de completar os 15 anos trabalhou como músico na orquestra do Teatro Rio Branco. Em 1914, com 17 anos, editou pela primeira vez uma composição de sua autoria, chamada Dominante. Na edição da Casa Editora Carlos Wehrs, seu apelido foi registrado como Pinzindim. Na verdade, o apelido do músico ainda não contava com uma grafia definitiva, pois fora criado pela sua avó africana. O significado de Pinzindim teve várias versões. Para o radialista e pesquisador Almirante, significava “menino bom” num dialeto africano, mas a melhor interpretação, sem dúvida, é a do pesquisador de cultura negra e grande compositor Nei Lopes, que encontrou a palavra psi-di numa língua de Moçambique, que significa comilão ou glutão.
Em 1917, gravou um disco do Grupo doPechinguinha [sic] na Odeon com dois clássicos da suaobra de compositor, o choro Sofres porque queres e avalsa Rosa, sendo que esta última tornou-se mais conhecida em 1937, quando foi gravada por Orlando Silva. Naquela altura, ele já era um personagem famoso não só pelo seu talento de compositor e de flautista como por outras iniciativas, entre as quais sua participação no Grupo do Caxangá, que saía no carnaval desde 1914 e era integrado por músicos importantes como João Pernambuco, Donga e Jaime Ovale. E era também uma das figuras principais das rodas de choro na famosa casa de Tia Ciata (Hilária Batista de Almeida), onde o choro ocorria na sala e o samba no quintal. Foi lá que nasceu o famoso Pelo telefone, de Donga e Mauro de Almeida, considerado o primeiro samba gravado. Em 1918, Pixinguinha e Donga foram convocados por Isaac Frankel, proprietário do elegante cinema Palais, na Avenida Rio Branco para formar uma pequena orquestra que tocaria na sala de espera. E nasceu o grupo Oito Batutas, integrado por Pixinguinha (flauta), Donga (violão), China, irmão de Pixinguinha (violão e canto), Nélson Alves (cavaquinho), Raul Palmieri (violão), Jacob Palmieri (bandola e reco-reco) e José Alves de Lima, Zezé (bandolim e ganzá). “A única orquestra que fala alto ao coração brasileiro”, dizia o letreiro colocado na porta do cinema. Foi um sucesso, apesar de algumas restrições decaráter racista na imprensa. Em 1919, Pixinguinha gravou Um a zero, que compusera em homenagem à vitória da seleção brasileira de futebol sobre a uruguaia, dando ao país seu primeiro título internacional, o de campeão sul- americano. É impressionante a modernidade desse choro, mesmo quando comparado a tantas obras criadas mais de meio século depois.
Os Oito Batutas viajaram pelo Brasil e, em fins de 1921, receberam um convite irrecusável: uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. E, no dia 29 de janeiro de 1922, embarcaram para a França, onde permaneceram até agosto tocando em casas diferentes, sendo a maior parte do tempo no elegante cabaré Sheherazade. Na volta ao Brasil, a palavra Pixinguinha já ganhara sua grafia definitiva nos discos e na imprensa. Novas apresentações em teatros e em vários eventos e muitas gravações de disco, com seu grupo identificado com vários nomes: Pixinguinha e Conjunto, Orquestra Típica Pixinguinha, Orquestra Típica Pixinguinha-Donga e Orquestra Típica Oito Batutas. Contratado pelo Victor, fez uma verdadeira revolução, vestindo a nossa música com a brasilidade que fazia tanta falta. São incontáveis os arranjos que escreveu durante os anos em que atuou como orquestrador das gravadoras brasileiras. Na década de 1930, gravou também muitos discos como instrumentista e várias músicas de sua autoria (entre as quais as fantásticas gravações de Orlando Silva de Rosa e Carinhoso), mas o mais expressivo daquela fase (incluindo mais da metade da década de 1940) foi a sua atuação como arranjador.
Em 1942, fez a última gravação como flautista num disco com dois choros de sua autoria: Chorei e Cinco companheiros. Ele nunca explicou direito a troca para o saxofone, embora se acredite que o consumo excessivo de bebida seja o motivo. Mas a música brasileira foi enriquecida pelos contrapontos que fazia no sax e com o lançamento de dezenas de disco em dupla com o flautista Benedito Lacerda, certamente um dos momentos mais altos do choro em matéria de gravações. Em fins de 1945, Pixinguinha participou da estréia do programa “O pessoal da Velha Guarda”, dirigido e apresentado pelo radialista Almirante e que contava também com a participação deBenedito Lacerda.
O mais importante de 1955, para Pixinguinha, foi a gravação do seu primeiro long-play, com a participação dos seus músicos e de Almirante. O disco recebeu o nomede “Velha Guarda”. No mesmo ano, a turma toda participou do show O samba nasce no coração, na elegante casa noturna Casablanca. No ano seguinte, a rua em que ele morava, no bairro de Ramos, a Berlamino Barreto, ganhou o nome oficial de Pixinguinha, graças a um projeto do vereador Odilon Braga, sancionado pelo prefeito Negrão de Lima. A inauguração contou com a presença do prefeito e de vários músicos e foi comemorada com uma festa que durou dia e noite, com muita música e bastante álcool. Em novembro de 1957, ele foi um dos convidados pelo presidente Juscelino Kubitschek para almoçar com o grande trompetista Louis Armstrong no Palácio do Catete. Em 1958, depois de um almoço no clube Marimbás e sofreu um mal súbito. No mesmo ano, seu conjunto da Velha Guarda foi o escolhido pela então poderosa revista O Cruzeiro para recepcionar os jogadores da seleção brasileira, que chegavam da Suécia com a Copa do Mundo conquistada. Em 1961, fez várias músicas com o poeta Vinícius de Morais para o filme Sol sobre a lama, de Alex Viany. Em junho de 1963, sofreu um enfarte que o levou a passar várias internado num casa de saúde.
Em 1971, Hermínio Belo de Carvalho produziu um disco intitulado Som Pixinguinha, com orquestra e solos deAltamiro Carrilho na flauta. Em 1971, um daqueles momentos que levavam seus amigos e considerá-lo santo: sua mulher, dona Beti, passou mal e foi internada num hospital. Dias depois, foi ele acometido de mais um problema cardíaco, foi também internado no mesmo hospital, mas, para que ela não percebesse que também estava doente, colocava um terno nos dias de visita e ia visitá-la como se estivesse vindo de casa. Por essa e por outras é que Vinícius de Morais dizia que, se não fosse Vinícius, queria ser Pixinguinha. Dona Beti morreu no dia 7 de junho de 1972, aos 74 anos de idade.
No dia 17 de fevereiro de 1973, quando se preparava para ser o padrinho de uma criança na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, sofreu o último e definitivo enfarte. A Banda de Ipanema, que fazia naquele momento um dos seus mais animados desfiles, desfez-se imediatamente com a chegada da notícia. Ninguém queria saber de carnaval.


Ouça a edição do programa "O Pessoal da Velha Guarda", que foi ao ar em 25 de fevereiro de 1948, pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro. O programa era criação de Almirante e que contava com a colaboração de nada menos que Pixinguinha, Benedito Lacerda e seu Regional, Raul de Barros e o Grupo dos Chorões e a Orquestra do Pessoal da Velha Guarda. Nessa edição você vai ouvir os seguintes números musicais: Segura ele (Pixinguinha e o Regional de Benedito Lacerda) - Na praia (Augusto Calheiros) - Turuna (Orquestra) - Mariana (Orquestra) - Já te digo (Almirante) - La mattchitche (Almirante e Paulo Tapajós) - Jocosa (Orquestra) - Brejeiro ou Sertanejo enamorado ou Ai ladrãozinho (Onéssimo Gomes) - Os 8 batutas (Pixinguinha e o Regional de Benedito Lacerda) - Olá seu Nicolau, quer mingau ? (Almirante) - Vou vivendo (Pixinguinha e o Regional de Benedito Lacerda) - Saudades de Ouro Preto (Solo de Pixinguinha no sax acompanhado da Orquestra).
Leia a transcrição do programa em http://daniellathompson.com/Texts/Pessoal/pessoal9.htm.
Acompanhe agora o programa Caricaturas da Ráio Nacional do Rio de Janeiro. Caricaturas foi criado por Fernando Lobo em fins da década de 40 e início da de 50 no programa eram focalizadas as personalidades que estavam em destaque naquela época. Nessa edição de 23 março de 1948 o caricaturado é Pixinguinha.

16 de abril de 2010

Roberto Carlos, 69 anos

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Em 19 de abril de 1941, nasceu em Cachoeira do Itapemirim (ES), Roberto Carlos Braga. Aprendeu a tocar piano e violão e, com apenas 9 anos, fez sua primeira apresentação no rádio. Seu primeiro grupo foi o “The Sputnicks”, seguido pelo “The Snakes”. Em 1961, Roberto Carlos lançou seu primeiro LP, chamado “Louco por Você”. Em 1963, com “Splish Splash”, o jovem envolvido com a rebeldia do rock and roll, se colocaria de vez como um dos eternos da música brasileira. Em 1965, estreou, ao lado de Erasmo e Wanderléa, o programa Jovem Guarda na TV Record. E também participou da história da Jovem Pan com um programa de rádio. Roberto Carlos se tornou assim “O Rei”. Em 1993, ele lançou a canção “Nossa Senhora”, que marcou a última passagem do Papa João Paulo II pelo país. Roberto emocionou cerca de dois milhões de pessoas ao cantá-la durante a missa celebrada no Rio de Janeiro, em outubro de 1997.
Em 2009, o cantor iniciou sua turnê de 50 anos de carreira e 68 de idade em um show em sua cidade natal, Cachoeira de Itapemirim. A apresentação foi realizada no Estádio do Sumaré, conhecido também como Campo Estrela. O show contou com cobertura de toda a mídia nacional e, inclusive, um canal de TV de Portugal. A apresentação, que teve transmissão de alguns trechos no programa Fantástico, da Rede Globo, foi iniciada com a clássica "Emoções", levando ao delírio os fãs conterrâneos, seguida por "Além do Horizonte", "Amor Perfeito", "Te Amo, te Amo, te Amo", "Detalhes" (que Roberto tocou ao violão), "Outra Vez" e "Meu Pequeno Cachoeiro", canção que iniciou o segundo ato do show, o mais difícil, como afirmou Roberto. "Esse segundo bloco é complicado, porque as músicas falam de trechos da minha vida aqui, como a família e a infância", disse. Nessa hora, cantou "Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo" e "Lady Laura", uma homenagem à mãe. Após executar faixas que não cantava há tempos, como "Alô" e "Caminhoneiro", Roberto entrou no último bloco do show, com músicas mais agitadas entre elas "É Proibido Fumar", "Quando" e "Namoradinha de um Amigo Meu". O tão aguardado "Parabéns Pra Você" veio após a música "Jovens Tardes de Domingo", seguida por "É Preciso Saber Viver" e "Jesus Cristo", cantada de pé pelo público e por familiares de Roberto (seus filhos, irmãos e parentes da ex-mulher, Maria Rita, estavam no estádio), que se espremiam para conseguir uma das dezenas de rosas que o Rei lançou à platéia, num gesto que pôs fim ao longo hiato que separava o cantor mais popular do Brasil dos fãs de sua cidade natal.
Em 26 de abril de 2009, aconteceu o show 'Elas Cantam Roberto - DIVAS', no Teatro Municipal de São Paulo, em homenagem aos seus 50 anos de carreira. O Show contou com a participação de grandes cantoras nacionais como Adriana Calcanhoto, Alcione, Ana Carolina, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Ivete Sangalo, Luiza Possi, Marina Lima, Nana Caymmi, Paula Toller, Rosemary, Sandy, Wanderléa, Zizi Possi e Hebe Camargo e Marília Pêra.
No dia 11 de julho, o cantor fez um show em comemoração aos 50 anos de carreira, no Maracanã, Rio de Janeiro. O mais importante show da turnê que vem apresentando pelo país. O Show iniciou-se às 21:40 daquele dia, e acabou 00:30 do dia seguinte. Contou com participações especiais de Wanderléa e do cantor Erasmo Carlos, que protagonizou o momento mais emocionante da noite. O tremendão interrompeu a canção Amigo, e falou sobre a amizade que tinha com Roberto, do telão, indo, logo em seguida, para o palco, onde terminou a música com Roberto, o fez chorar, e cantou outra música: Sentado à beira do caminho. Na ocasião em que completou 50 anos de carreira, em 2009, iniciou uma turnê de comemoração de 50 anos, cuja primeira apresentação foi em Cachoeira de Itapemirim, sua cidade natal, no dia em que completa 68 anos. O show foi no estádio do Sumaré, em 19 de abril daquele ano. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Abril de 2010
Dia 15 , ás véspera de completar seus 69 anos, o cantor de cem milhões de discos foi homenageado em Nova York. O presidente da gravadora em Nova York anunciou: Michael Jackson é o rei do pop, Elvis Presley, o rei do rock e Roberto Carlos, o rei da música latina. Roberto Carlos foi homenageado pelos 50 anos de carreira e pelo sucesso de vendas de discos no mundo inteiro. Com cem milhões de cópias. Roberto Carlos foi reconhecido com um dos cinco maiores artistas do mundo.
18 de abril, Roberto Carlos volta ao Brasil para acompanhar o funeral de sua mãe, Laura Moreira Braga, que faleceu na noite de sábado, 17. O cantor só soube da morte de Lady Laura após o fim da apresentação no Madison Square Garden.
Segundo relatos, o "Rei" chorou muito e não voltou para o tradicional bis. Ele deixou o ginásio e foi para o hotel, onde falou com familiares que estão no Brasil. Nos primeiros dias de internação, Roberto Carlos chegou a adiar viagem para uma turnê de shows no exterior.
Lady Laura, que tinha 96 anos, estava internada desde 31 de março. Segundo o boletim médico divulgado pelo Hospital Copa D'Or, a causa da morte foi infecção pulmonar. No atestado de óbito consta, ainda, como causas choque séptico e insuficiência respiratória aguda, decorrentes de pneumonia bacteriana e agravados por insuficiência renal crônica, insuficiência coronariana e arritmia cardíaca.
Ela ficou conhecida pelos fãs do "Rei" graças a música "Lady Laura", parceria de Roberto com Erasmo Carlos.
Casamento de Roberto Carlos e Nice – Transmitido pela Rádio Globo com o comunicador Jonas Garret – 13 de dezembro de 1968 – Em Santa Cruz de la Sierra.
Em julho de 2009, a Rádio Senado levou ao ar a Reportagem Especial; Roberto Carlos : meio século de sucesso. A homenagem ao rei apresentou entrevista com o “tremendão” Erasmo Carlos e a “ternurinha” Wanderléa que mostram como Roberto conquistou o público e mantém o sucesso nos 50 anos de carreira, completado naquele ano. Produção: Marina Domingos; Apresentação: Analu de Matos; Edição: Iza Barreto; Trabalhos técnicos: André Menezes.
Parte I
Parte II

14 de abril de 2010

Brasilia no Coração do Brasil

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     A Rádio Nacional AM (980 KHz) e Rádio Nacional da Amazônia, começaram  a veicular nesta segunda-feira (12), a radionovela “Brasília, o Coração do Brasil”, com cinco capítulos (que serão apresentados até sexta-feira, 16).
     A radionovela é uma dramatização, representada pelo elenco de atores da rádio, sobre a construção da cidade e marca as comemorações dos 50 anos da fundação de Brasília, no dia 21 de abril e uma homenagem aos 52 anos da Rádio Nacional de Brasília AM, 31 de maio.
   A radionovela é apenas uma das muitas atrações preparadas pela Rádio Nacional AM relativas às comemorações do cinqüentenário de Brasília. Cada capítulo será veiculado pela manhã (às 10h30), à tarde (15h05), à noite (22h05) e de madrugada (depois da meia-noite). Também pode ser acompanhada pela Rádio Nacional da Amazônia pela manhã no programa Amazônia Brasileira e a (ás 15h30), no programa Falando Fracamente.

Ouça a abertura do primeiro capítulo! (Se o play não estiver visível acesse aqui para baixar esse áudio!).



9 de abril de 2010

Meu Nome é Rádio - Hélio Ribeiro

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Mas quem é esse tal de Rádio?

Helio Ribeiro um dos maiores locutores do Brasil, a voz de "O Poder da Mensagem", apresenta esse veiculo mágico no texto "Meu Nome é Rádio".

MEU NOME É RÁDIO

" Meu nome é rádio, minha mãe é dona Ciência, meu pai é Marconi.Sou descendente longínquo do telégrafo, sou o pai da televisão.Fisicamente sou um ser eletrônico.

Meu cérebro foi formado por válvulas, minhas artérias são fios por onde corre o sangue das palavras.

Meus pulmões são tão fortes que consigo falar com pessoas dos mais distantes pontos deste pequeno planeta chamado Terra.Minha vitamina chama-se kilowatt. Quanto mais kilowatts me dão, mais forte eu fico e mais longe eu falo.

Hoje, graças as baterias que me alimentam eu posso simultaneamente levar informações aos contrafortes das cordilheiras, às barrancas dos rios, ao interior de veículos que trafegam no centro nervoso das grandes cidades, à beira plácida dos lagos, à cabeceira dos doentes nos hospitais, aos operários nas fábricas, aos executivos nos escritórios, aos idosos que vivem só e às crianças que só vivem.

Eu falo aos religiosos, aos ateus, às freiras, às prostitutas, aos atletas, aos torcedores, aos presos, aos carcereiros, banqueiros, devedores. Falo aos estudantes e professores...

Seja você quem for, eu chego lá, onde quer que você esteja!Ao meu espírito resolveram chamar "ondas".

Eu caminho invisível pelo espaço para oferecer ao povo a palavra, a palavra nossa de cada dia.

Mas estou sempre sujeito a cair em tentação e às vezes não consigo me livrar de todo mal.

Quando eu nasci, meu pai me disse que eu tinha uma missão: ajudar a fazer o mundo melhor, entrelaçando os povos de todas as partes deste planeta.

Meu nome é rádio.

Eu não envelheço, me atualizo.

Materialmente eu sou aperfeiçoado a cada dia que passa.

As grandes válvulas do meu cérebro foram substituídas por minúsculos componentes eletrônicos.

Os satélites de comunicação, gigantescos engenhos girando na órbita deste planeta, permitem hoje que eu seja mais universal, mais dinâmico e menos complicado, como meu pai Marconi queria que eu fosse.

Minha forma técnica tem sido aperfeiçoada a milhares de anos luz, mas eu acho que no todo, o meu conteúdo ainda necessita ser burilado e melhorado, e trabalhado e aperfeiçoado.

Tenho noção, mas eu já perdi a conta, do número de pessoas que eu ajudei indicando caminho, devolvendo a esperança, anulando a tristeza, conseguindo remédios, sangue, documento perdido, divulgando nascimentos e passatempos.

Mas eu não sou tão sério assim como eu posso estar parecendo.

Na verdade, um dos meus principais interesses é fazer com que as pessoas vivam mais alegres.

Por isso, passo grande parte do meu tempo ensinando as pessoas a cantar e a dançar, minha grande vontade é a de ser amigo, sempre.

O amigo que todos gostariam de ter: útil nas horas sérias, alegre nas brincadeiras e responsável... sempre!No esporte tô sempre em cima do lance; nos dois lados da rede das bolinhas de tênis ou de voleibol, e lá vem bola, na área do futebol, jogou na cesta tô lá, nadou, pulou, saltou, pegou, virou, driblou...

Pode ser no pequeno clube da periferia ou nos grandes estádios Olímpicos.

Tenho noção de minha força política. Com uma notícia que dou, eu posso ajudar a eleger o diretor de um clube ou derrubar um presidente.

Entendo minha grande responsabilidade de agente acelerador das modificações sociais.E morro de medo, que me transformem em um mentiroso alienador.

Sem querer ser vaidoso, eu posso até afirmar que se eu não tivesse nascido, o mundo não seria o mesmo.

Meu nome é rádio.

Eu não quero ser mal entendido.

Eu sou apenas um instrumento.

Para fazer tudo isso que eu disse que faço eu preciso de uma equipe, de seres humanos, humanos!

Que não tenham medo do trabalho, que entendam de alegria, emoções, fraternidade, que saibam sentir o pulso do campo e o coração da grande cidade.

E que tenham noção básica de tudo aquilo que fazemos é para conquistar ouvidos.

O que jamais conseguiremos, se nos esquecemos, que minha existência se deve ao número dos que me ouvem.

O rádio vale pelo volume e a qualidade dos seus ouvintes.

Eu podia fazer muito mais, mas as vezes falta dinheiro pra fazer tudo o que quero.

Eu sei que posso realizar o sonho do meu pai e mudar o mundo pra melhor.

Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou "a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo".

Eu sou apenas o instrumento.

Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão.

Ah, com alegria, muita alegria... Se possível. "

Ouça Helio Ribeiro lendo o texto "Meu Nome é Rádio", na Rádio Ecelsior no dia do rádio em 1989.

Nota:

Hélio Ribeiro, nome artístico de José Magnoli, nascido em São Paulo, no dia 24 de julho de 1935 e falecido em 6 de outubro de 2000. Foi radialista, jornalista, professor e narrador brasileiro. Casado com Carla “Helio Ribeiro” Magnoli teve sete filhos. Helio emprestou seu talento a dezenas de rádios no Brasil, com programas que conquistaram milhões de fãs.
Considerado o maior locutor que o rádio brasileiro já produziu, Helio Ribeiro trabalhou na Rádios Jovem Pan,Tupi, Bandeirantes, Globo, Difusora, Gazeta e Capital.

Ribeiro tornou-se célebre na década de 1970 por suas crônicas de opinião para o Jornal do Meio Dia, da Rádio Bandeirantes. Sua voz de tom barítono inspirou Chico Anysio para criar o personagem Roberval Taylor.

Em todas as emissoras, ele foi apresentador do programa “O Poder da Mensagem”, em que traduzia as músicas inglesas, francesas e era sempre o diretor artístico das mesmas empresas de comunicação que o contratavam.

Sua ultima atuação se deu na Rádio Capital, onde tinha um quadro no programa de Sônia Abrão.

Dono de frases que não se perderam na memória de quem ouvia aquela voz interrompendo as músicas com suas traduções livres, fantásticas, que introduziram milhares às mais belas canções mundiais. Sua voz continua ecoando na lembrança de todos aqueles que um dia teve a oportunidade de ouvir Hélio Ribeiro.

Hino Nacional Brasileiro

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O Hino Nacional Brasileiro completa 179 anos de música no próximo dia 13, no entanto possui apenas 100 anos de letra. Conheça essa história.
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Em 1831, Dom Pedro I anunciou que estava deixando o trono de imperador do Brasil para seu filho e voltaria a Portugal. Foi a oportunidade que o músico Francisco Manuel da Silva estava esperando para apresentar a sua composição. Ele colocou a letra de um verso do desembargador Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva e o hino foi cantado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831, na festa de despedida de Dom Pedro I. Durante algum tempo, porém, a música teve o nome de "Hino 7 de Abril", data do anúncio da abdicação.

A letra de Ovídio Saraiva foi considerada ofensiva pelos portugueses. Eles foram chamados até de "monstros". Por isso, ela foi esquecida em pouco tempo, mas a partitura de Francisco Manuel da Silva começou a ser executada em todas as solenidades públicas a partir de 1837. Para comemorar a coroação de Dom Pedro II, em 1841, o hino recebeu novos versos, de um autor desconhecido. Por determinação de Dom Pedro II, a música passou a ser considerada o Hino do Império e deveria ser tocada todas vezes em que ele se apresentasse em público, em solenidades civis e militares, mas sem letra. Era também tocada no exterior sempre que o imperador estivesse presente. Francisco Manuel ficou bastante famoso. Recebeu vários convites para dirigir, fundar e organizar instituições musicais. Mas o Brasil continuava com um hino sem letra.
Quando a República foi proclamada, em 1889, o governo provisório resolveu fazer um concurso para escolher um novo hino. Procurava-se algo que se enquadrasse no espírito republicano. Primeiro escolheram um poema de Medeiros e Albuquerque, que tinha sido publicado no jornal Diário do Comércio do Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1889. É aquele que começa com o verso "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós". A letra se encontrava à disposição dos maestros que quisessem musicá-la. No primeiro julgamento, dia 4 de janeiro de 1890, 29 músicos apresentaram seus hinos. A Comissão Julgadora selecionou quatro para a finalíssima.
No dia 15 de janeiro, numa sessão em homenagem ao Marechal Deodoro no Teatro Santana, perguntaram ao novo presidente se ele estava ansioso pela escolha do novo hino. Ele disse: "Prefiro o velho". Cinco dias depois, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, uma banda marcial composta de 70 figurantes, fanfarra e coro de 30 vozes regida pelo maestro Carlos de Mesquita executou as músicas finalistas. Na ordem, os hinos de Antonio Francisco Braga, Jerônimo de Queirós, Alberto Nepomuceno e Leopoldo Miguez. Nessa primeira audição, segundo o regulamento, estavam proibidos os aplausos. Após um curto intervalo, a banda executou de novo os quatro hinos. Aí, sim, o público pôde se manifestar. O mais aplaudido foi o do maestro Miguez, que também foi escolhido pela Comissão Julgadora. O presidente Deodoro e quatro ministros deixaram o camarote oficial e voltaram em seguida. O ministro do Interior, Aristides Lobo, leu o decreto que conservava a música de Francisco Manuel da Silva como hino nacional. Mesmo sem a partitura, a orquestra tocou a música e a platéia delirou. Como prêmio de consolação, a obra de Medeiros e Albuquerque e de Leopoldo Miguez ficou conhecida como o Hino da Proclamação da República. Só que o problema persistia: o Brasil tinha um hino sem letra. Mas, se a música já era tão bonita, por que precisava de uma letra? Por mais que alguém se habitue a uma música, se ela não tiver letra, fica mais difícil de ser memorizada.
Só em 1909 é que apareceu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada. Não era ainda oficial. Tanto que, sete anos depois, ele ainda foi obrigado a fazer 11 modificações na letra. Duque Estrada ganhou 5 contos de réis, dinheiro suficiente para comprar metade de um carro. O Centenário da Independência já estava chegando. Aí o presidente Epitácio Pessoa declarou a letra oficial no dia 6 de setembro de 1922. Como Francisco Manoel já tinha morrido em 1865, o maestro cearense Alberto Nepomuceno foi chamado para fazer as adaptações na música. Finalmente, depois de 91 anos, nosso hino estava pronto!
(Artigo de Marcelo Duarte publicado na revista Almanaque Brasil, da TAM)
Ouça a edição nº 31 do programa "Brasil em Todos os Tempos, apresentado por Geraldo Nunes na Rádio Eldorado (São Paulo), que trouxe uma ampla reportagem sobre o Hino Nacional por ocasião das comemorações dos 100 anos de sua letra. O programa foi ao ar no dia 19 de abril de 2009.
Ouça o Hino Nacional Brasileiro interpretado pelo coral do Exército Brasileiro.
Em 1985, pela primeira vez uma mulher gravou o hino brasileiro. Fafá de Belém causou polêmica entoando os versos de Duque-Estrada. Ouça!!!

Jerônimo, o herói do sertão

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    Em dezembro de 1952, sob o patrocínio do Melhoral, do Leite de Magnésia  e da Phillips, entrou no ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro um dos seriados radiofônico nacionais de maior sucesso: “Jerônimo, o herói do sertão”, criada por Moysés Weltman. 
    O radialista, jornalista, redator Moysés Weltman atuou na Rádio Mayrink Veiga, Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Globo, Rádio Tupi e Clube do Brasil, onde redigia programas, escrevia peças religiosas e radioteatro. Na Rádio Globo foi produtor do programa “A Cidade Contra o Crime”, participou do quadro “Debates Populares”, apresentado no programa “Haroldo de Andrade”, na década de 80. Na televisão entre os sucessos de Weltman está "O Rei dos Ciganos", pela TV Globo ( de 1966 a 1967 ).
   Na Rádio Nacional á partir de 1952, de segunda a sexta às 18:30, os ouvintes viviam as aventuras do herói do sertão. Nascido na fictícia Serro Bravo, Jerônimo estava sempre empenhado em defender a justiça e a moral pelo Brasil a fora. Milton Rangel dava vida a Jerônimo, Cauê Filho interpretava o seu inseparável amigo, o Moleque Saci.
   A música tema do seriado trazia um pouco da mística dos seus personagens: 

“Quem passar pelo sertão / vai ouvir alguém falar / do herói dessa canção / que eu venho aqui cantar / se é por bem vai encontrar / o Jerônimo protetor / se é por mal vai enfrentar / o Jerônimo lutador”.
   Era como se fosse um tempo para os ouvintes se acomodarem ao pé do rádio. E os versos simples continuavam a contar a história daquele herói brasileiro, temido e tirado do ar pelo regime militar entre 64 e 67, que temia a associação dos “coronéis”, normalmente os bandidos da história, com os coronéis do Exercito:

“ Filho de Maria Homem nasceu / Serro Bravo foi seu berço natal / entre tiros e tocais cresceu / hoje luta pelo bem contra o mal / galopando vai em todo lugar / pelo pobre a lutar sem temer / o Moleque Saci pra ajudar / ele faz qualquer valente tremer”.
   A composição da “Canção de Jerônimo” é de Getulio Macedo e havia sido gravada pelo coro da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e mais tarde por Emilinha Borba, que passou a ser a primeira cantora a gravar um tema de novela.
    Em poucos anos, o sucesso de Jerônimo se tornou tão grande que foi criada uma revista em quadrinho, gênero de absoluto sucesso na época. Assim em julho de 1957, chegava as bancas o “gibi” de Jerônimo, o herói do sertão. O número 1 trazia a história “Laços de Sangue”. Os personagens eram desenhados por Edmundo Rodrigues e a revista era editada pelo RGE – Rio Gráfica Editora.
  Moysés Weltman deu grande contribuição para a dramaturgia brasileira. Na década de 70 teve a alegria de ver o seu personagem Jerônimo ir ao ar pela então TV Tupi. Na década de 80, foi a vez do SBT, levar as aventuras desse herói para todo o Brasil.
   Em 1994, Jerônimo foi parar na “tela grande” em um filme dirigido por David Rangel, o herói foi chamado para desvendar o misterioso assassinato de um fazendeiro, cujo filho, Jorge é preso injustamente, acusado de ser o autor do crime. 
    Acompanhado sempre por Aninha e Moleque Saci, o herói do sertão continua a povoar o imaginário popular e um dia quem sabe ele volta a viver grandes aventuras na TV e no Rádio brasileiro. 
  Durante os 14 anos em que permaneceu nos ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foram apresentados 126 histórias. Acompanhe o episódio denominado: “O Caso do Atirador de Punhal”, que foi ao ar em abril de 1957. 
Narração: Mário Lago
Jerônimo: Milton Rangel
Moleque Saci: Cauê Filho
Cobra e Caveira: Domicío Costa
Ana Maria: Simone Morais
Aninha: Isis de Oliveira

Jerônimo, o herói do sertão - O Caso do Atirador de Facas (abril 1957)


Música de abertura da novela Jerônimo, o herói do sertão (TV Tupi 1972), gravada pelo coral da Odeon.

7 de abril de 2010

Cazuza, o eterno poeta

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“ Como é estranha a natureza morta dos que não tem dor. Como é estéril a certeza de quem vive sem amor...”. Essa frase é do maior poeta do rock nacional, Cazuza, o rebelde lírico que se estivesse vivo teria completado 52 anos no dia 04 de abril. Nesse ano de 2010, no dia 07 de julho completará 20 anos de sua morte.

     Cazuza é considerado hoje um dos maiores poetas do rock nacional. Rebelde e lírico, sempre foi uma mistura interessante.
       Nasceu no Rio de Janeiro no dia 4 de abril de 1958 com o nome de Agenor Miranda de Araújo Neto, mas ficou conhecido nacionalmente por Cazuza. Teve uma certa dificuldade para descobrir que seu negócio era música. Antes de fazer sucesso foi funcionário da Som Livre, fez cursos de fotografias, trabalhou em peças teatrais. E foi exatamente em um espetáculo teatral, "Pára-quedas do coração" que se viu fazendo o que queria: cantar. 
    Em 1981 encontrou-se com as pessoas que viriam a se companheiros de estrada. Conheceu Roberto Frejat, Dé, Maurício Barros e Gutti Goffi (guitarra, baixo, teclados e bateria, respectivamente) que estavam procurando um vocalista para a Banda Barão Vermelho que, nesta época, ainda não tinham um trabalho próprio.
       O caminho foi o tradicional. Tocavam em alguns teatros, fazia o difícil trabalho de divulgação até o produtor Ezequiel Dias ouviu uma fita demo do grupo. Mostrou a Guto Graça Mello, diretor artístico da Som Livre e tiveram que convencer o pai de Cazuza, João Araújo, a lançar o próprio filho. 
     O começo foi humilde. Uma produção barata e um disco gravado as pressas que agradou o classe artística, tanto que Caetano Veloso viria a gravar futuramente "Tudo que houver nessa vida", música que encabeçava este primeiro trabalho.
       Neste momento já começava a se delinear o letrista Cazuza. Além de ser um cantor instigante, com sua atitude rebelde, assumidamente bissexual, aparecia o poeta. Um tipo de letras que falava de dores, de sofrimento, de paixões. Recheando ritmos como baladas, rocks juvenis e blues, essas letras causaram intenso impacto. 
        Em 83 foi lançado o segundo disco "Barão Vermelho 2" que não fez assim tanto sucesso. Vendeu mais que o anterior, mas não passou dos 15 mil exemplares vendidos. Mas conseguiu manter a qualidade do repertório e chamou mais atenção para o grupo. 
       A dupla Cazuza/Frejat estava se consolidando, tanto que Ney Matogrosso primeira estrela nacional a gravar uma composição deles, resolveu fazer uma releitura da música "Pro dia nascer feliz". O sucesso viria um pouco mais tarde, com a música "Bete Balanço", encomendada para ser a música-título do filme de Lael Rodrigues, e que foigravada em um compacto. A aceitação foi tanta que "Bete Balanço" foi incluída no terceiro disco, "Maior Abandonado" e este vendeu mais de 60 mil cópias.
       Em 85 Cazuza decide seguir a carreira solo. Em novembro lança o álbum "Cazuza" que traz parcerias (além de Frejat, que continuou amigo e parceiro) com Ezequiel Neves, Leon e Reinaldo Arias. É uma nova fase para Cazuza. 
       Seus shows são mais elaborados e o público reconhece seu valor. No entanto ele já sabia que estava doente. Um exame confirma o vírus da Aids. 
      Em 87 foi para Boston, onde ficou dois meses, e começo o tratamento com AZT. Quando voltou, gravou o disco "Ideologia", onde falava de suas experiências com a perspectiva da morte e ainda tocava em assuntos relacionados a questões sociais do país.  No ano seguinte ganha o prêmio SHARP como melhor cantor de pop-rock e de melhor música pop-rock. Estavamadurando a sua carreira. O show "Ideologia", dirigido por Ney Matogrosso viaja por todo o país, vira um programa na Rede Globo e é gravado para ser transformado em um disco, "Cazuza ao vivo, o tempo não pára". Este disco vende mais de 560 mil cópias e é o registro dos maiores sucessos de sua carreira.
      Em 1989 apareceu na capa de uma revista semanal assumindo que estava com Aids. Foi um baque nacional. Era a primeira personalidade pública a assumir que estava doente. Talvez a proximidade com a morte o tenha levado a compor compulsivamente. Ainda em 89 gravou o álbum duplo "Burguesia" que viria a ser seu último registro musical. Morreu no Rio de Janeiro, em 07 de julho de 1990, com 32 anos de idade.
Fonte: Tatiana Rocha  em http://www.mpbnet.com.br/musicos/cazuza/
Em 04 de abril de 2009 o programete "Confronto" da Rádio Jovem Pan apresentado por Franco Neto e com produção de Paula Carvalho prestou homenagen a Cazuza. Ouça!  
A Rádio Cultura Brasil dedicou as duas edições do programa "A Voz Popular", à vida e obra de Cazuza. A edição do dia 25-03-2010, destacou a interpretação de Cazuza a músicas de outros autores como Cartola, Caetano Veloso, Raul Seixas, Rita Lee, Antonio Maria e Fernando Lobo, e de Nelson Cavaquinho. No programa a mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, comenta o legado de seu filho e os jornalistas e críticos musicais Arthur Dapiève e Antonio Carlos Miguel analisam a obra do artista e sua breve carreira. Confira o áudio direto do site da emissora!

 No segundo programa "A Voz Popular" em homenagem ao Cazuza, que foi ao ar no dia 01-04-2010, você confere como um dos grandes ícones do rock nacional interpretava suas próprias canções.Para Luís Antônio Giron: “Foram as letras de Cazuza e a interpretação delas que elevaram o rock feito no Brasil à condição de uma prática musical que passou a fazer parte da vida das pessoas. Antes de Cazuza, a poética do rock brasileiro era pueril. Depois dele, recebeu uma injeção de densidade e de tragédia”.O cantor e compositor Roberto Frejat, um dos parceiros mais assíduos de Cazuza, fala das composições que fizeram juntos, em especial, sobre a música "Ideologia". O também compositor George Israel comenta as músicas que fez para os versos de Cazuza. A edição conta também com comentários dos jornalistas Antonio Carlos Miguel e Arthur Dapiève e de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza. No repertório, entre outras, estão: “Exagerado”, “O Tempo não pára”, “Preciso dizer que te amo”, “Burguesia” e “Brasil”. Confira o áudio direto do site da emissora!


Amácio Mazzaropi nasceu em 9 de abril de 1912

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Com o seu jeito caipira, o seu andar desengonçado e fala arrastada, Mazzaropi saiu do anonimato para se tornar um grande cineasta.
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Amácio Mazzaropi nasceu em 09 de abril de 1912. Menino interessado em circo e teatro, ele encontrou no personagem Jeca Tatu grande penetração nacional. Em 1932, Mazzaropi estreou no teatro com a Troupe Carrara. Já em 1946, foi contratado pela rádio Tupi para fazer o programa Rancho Alegre, onde contava piadas e, acompanhado por um sanfoneiro, cantava também. Mazzaropi foi o primeiro humorista da televisão, trabalhando em diversas emissoras. Em 1951, entrou para a Companhia Cinematográfica Vera Cruz onde participou de diversos filmes e descobriu sua vocação para atuar e interagir com o cinema. Foi em 25 de janeiro de 1960, o lançamento de Jeca Tatu, que consagrou o personagem criado por Monteiro Lobato. Jeca prosseguiria junto ao ator em muitas outras aventuras, como “Tristeza do Jeca”, seu primeiro filme colorido, e “O Jeca e a égua milagrosa”, de 1980, o 32º e último filme de Mazzaropi.
Na cobertura do Festival Internacional do Cinema realizado em SP por ocasião do quarto centenário da cidade em 1954, o repórter José Carlos Morais (Tico-Tico) da Rádio Bandeirantes conversou com Mazzaropi que estava furioso pelas dificuldades que lhe impuseram para assistir o lançamento e a apresentação de muito de seus colegas do cinema internacional.
 

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