27 de março de 2010

Renato Russo, 50 anos

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*Editado em 29/03/2010
Acrescentado gravação do programa Nacional Jovem - Rádio Nacional da Amazônia.

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Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1960 e faleceu em 11 de outubro de 1996, mais conhecido como Renato Russo, foi um cantor, compositor e músico brasileiro, membro da banda Legião Urbana e do Aborto Elétrico.Renato gostava de fantasiar que fazia parte de uma banda de rock imaginária chamada 47th Street Band, na pele do fictício Eric Russel. De quebra, quis homenagear o iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, o filósofo inglês Bertrand Russel e o pintor francês Henri Rousseau. É considerado o maior compositor do rock brasileiro.
Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual perdurou durante quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que haviam entre ele e o baterista Fê Lemos. Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira. Nessa mesma época, aos 18 anos assumiu para a sua mãe que era bissexual; em 1988 assumiu publicamente. Alguns anos mais tarde, em 1982, integrou a banda Legião Urbana. Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro e 14 Bis. O resto é história, sedimentada em uma carreira de sucesso, com letras de músicas que atraíam e atraem até hoje uma multidão de fãs. Seus discos solos, entretanto, não apresentaram composições próprias, mas standards americanos e italianos, em que confirmava sua voz possante (muito comparada à de Jerry Adriani). A aposta em um repertório alheio foi uma tentativa de não misturar sua carreira solo com a da Legião. Em 1994, o título de seu primeiro disco solo — The Stonewal Celebration Concert — foi uma homenagem ao ativismo gay americano, que comemorava 25 anos. Além disso, o trabalho teve 50% da vendagem revertida para os projetos sociais da Ação da Cidadania contra a Miséria e a Fome. O repertório do disco era composto de música popular americana acompanhada por violão e piano, cantada por Renato em um inglês perfeito, aprendido dos sete aos dez anos, quando morou com os pais em Nova York. O disco vendeu 250 mil cópias. No ano seguinte, foi a vez da língua italiana, em Equilíbrio Distante, homenagem às raízes de sua família. Em 1997, o CD atingiu um milhão de cópias vendidas. O disco foi considerado brega, mas popularizou Renato para além do reduto rock e abriu espaço para a redescoberta da música italiana no Brasil. Um ano depois de sua morte foi lançado o póstumo O Último Solo, com sobras das gravações de Stonewall e Equilíbrio. São oito músicas, quatro de cada disco, produzidas pelo mesmo Carlos Trilha dos trabalhos solos, com o acréscimo de orquestra gravada no estúdio Abbey Road, em Londres. E uma faixa interativa com o clipe de Strani Amore e trechos em áudio de uma entrevista do cantor. Renato morreu vítima de broncopneumonia, septicemia e infecção urinária, decorrentes da Aids, depois de seis anos como portador do vírus HIV. Depois de sua morte, não faltaram homenagens de fãs e artistas: discos, livros, clones, shows. Como todo roqueiro que morre cedo, Renato Russo virou mito.

Acompanhe o programa Esperando por Mim, uma reportagem especial, que foi ao ar pela Rádio Senado em 02 de novembro de 2007, em homenagem aos 11 anos da morte de Renato Russo e aos 10 anos de lançamento do ultimo álbum da Legião Urbana, Uma Outra Estação. No especial ouça Renato Russo se apresentando e os outros integrantes da Legião Urbana falando do companheiro que se foi tão cedo. No programa Nicolas Behr fala da música Travessia do Eixão, que ele compôs junto com Nonato Veras que fez parte da discografia de Renato Russo. O programa trás uma síntese de como surgiu e do que foi a Legião Urbana.
Em homenagem a Renato Russo, o programa Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia apresentado por Juliana Maya, nesta segunda 29 de março de 2010 contou com a presença do locutor Luciano Barroso que conviveu com o lider da Legião Urbana. Luciano conta que Renato era uma pessoa timída e muito inteligente. Ouça ainda a música Eduardo e Mônica.

26 de março de 2010

Repórter Esso, testemunho ocular da história

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    “Alô, Alô, Alô Repórter Esso, Alô”. Os relógios marcavam 12 horas e 55 minutos, quando a 28 de agosto de 1941 pela Rádio nacional do Rio de Janeiro entrava no ar o Repórter Esso, programa que já funcionava, de forma experimental, na Rádio Farroupilha de Porto Alegre. Com as frases que o fizeram conhecido em todo o território nacional: testemunho ocular da história e o primeiro a dar às ultimas, o Repórter Esso marcou uma nova era para o rádiojornalismo brasileiro e manteve-se 27 anos no ar.


    Até a estréia do Repórter Esso, o que havia no rádio era a mera leitura de notícias dos jornais impressos, o que acabou sendo apelidado de Gillette Press. Os locutores apenas liam, ao microfone, informações velhas, que já haviam sido publicadas. Em plena II Guerra Mundial, a criação do informativo de 5 minutos de duração, com quatro edições diárias, com destaque para as noticias internacionais fez parte da chamada política de boa vizinhança do governo Roosevelt, com o objetivo de engajar a América Latina na luta contra o nazi-fascismo e dar a versão dos EUA para a guerra.

    O noticioso era patrocinado pela empresa, Esso Brasileira de Petróleo e já existia nos Estados Unidos desde de 1935 e a partir dali se estendeu para 15 países, em cidades como Nova York (EUA), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Lima (Peru), Havana (Cuba), entre outras. O programa era produzido no escritório de uma agência estrangeira de Publicidade e Propaganda, sediada no Rio de Janeiro, a partir de informações distribuídas pela agência internacional de notícias UPI (United Press International). Minutos antes do programa entrar no ar, um estafeta, cruzava a Avenida Rio Branco até a Praça Mauá e entregava o noticiário, no 22 andar do edifício “A Noite”, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

    O Repórter Esso cobria quase todo o território nacional e ia ao ar de segunda á sábado às 18h, 12h55, 19h55 e 22h55 e aos domingos tinha duas edições diárias – sem contar as edições extras, que dependiam de informações urgentes do front direto da Europa. Com uma redação objetiva e sintética o noticiário chegava a dar 15 assuntos nos seus 5 minutos de duração. Quando estreou na Rádio Nacional, o programa não tinha um locutor exclusivo, de 1941 a 1944 revezaram na sua apresentação, Rubens Amaral, Aurélio de Andrade, Celso Guimarães, Reinaldo Costa e Saint Clair Lopes. Em 1944 surge aquele que seria o locutor exclusivo do Repórter Esso, Heron Domingues.

    Profissional exigente, ele dava atenção às leituras de cada detalhe da notícia – como a pronúncia correta de nomes e palavras estrangeiras, o ritmo das frases para valorizar a informação, e a interpretação do texto para conseguir atrair o ouvinte que se acostumou e aprendeu a confiar no estilo de locução de Heron que passou a ser imitado em todo o País. Em tom alarmista, o radialista foi o primeiro a noticiar vários fatos históricos nos 33 anos de carreira: o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima - (1945): o suicídio de Getúlio Vargas - (1954), a morte da cantora Carmen Miranda - 1955; a renúncia do presidente da República Jânio Quadros - (1961), a chegada do Homem à Lua - (1969). O Repórter Esso lançou no Brasil o primeiro guia impresso para orientar radialistas na preparação do noticiário. 

O Manual de Produção destacava três regras básicas cumpridas com rigor pelo programa:

- O Repórter Esso é um programa informativo; 
- O Repórter Esso não comenta notícias; 
- O Repórter Esso sempre fornece as fontes da notícia.


    Em 1945, os japoneses estavam praticamente para se render, o que representava o fim da II Guerra. Heron determinado a noticiar o fim do conflito em primeira mão, simplesmente se mudou para o prédio da Rádio Nacional. Passou dias acampado na redação aguardando o furo jornalístico. No dia 15 de agosto o locutor saiu de seu posto para comer em um restaurante próximo. Resultado, o fim da guerra foi noticiado em primeira mão por outro locutor, Décio Luís da Rádio Tupi. Heron sobe da noticia após ouvir fogos de artifício no restaurante onde comia, chamou o garçom que lhe teria dito: “Ué, o senhor não está sabendo? A guerra acabou, mas ninguém acreditou, a gente só vai acreditar quando der no Repórter Esso. Heron Domingues correu então para a Rádio Nacional e em sucessivas edições extraordinária deu a notícia: “terminou a guerra, terminou a guerra, terminou a guerra...” Tamanha era a credibilidade do noticiário, que um jornal da época chegou a publicar: “A guerra só acabou depois que o Repórter Esso noticiou”.

    Consagrado o noticiário mudou de freqüência e passou a ser vinculado pela Rádio Globo do Rio de Janeiro até 31 de dezembro de 1968. Na última edição, a partir das 20:25 da noite, o radialista Guilherme de Sousa fez a identificação da emissora e dando a hora certa, antes de anunciar: "Alô, alô, Repórter Esso! Alô!" Ao som das tradicionais trombetas, o locutor Roberto Figueiredo entrou no ar, noticiando sobre as festividades do ano novo (1969); o pronunciamento do presidente Costa e Silva sobre o momento nacional e a instituição do AI-5, além do mesmo assinar decretos sobre o setor financeiro; a condenação de Israel por parte das Nações Unidas pelo atentado contra o Líbano; a Missa de Ano Novo realizada pelo Papa Paulo VI; a previsão do tempo nas principais cidades do país; e as principais notícias dadas pelo Repórter Esso em 27 anos de atividade. Durante a leitura desta última, Roberto Figueiredo emocionado começou a chorar, chegando a um ponto em que o locutor reserva Plácido Ribeiro, que estava no estúdio na hora do noticiário, seguiu a leitura. Roberto tentou se recompor e, aos prantos, encerrou o último Repórter Esso, desejando uma boa noite e um feliz ano novo.

    Antes mesmo de finalizar suas apresentações no rádio, o Repórter Esso foi parar na televisão. Logo no inicio dos anos 50, o programa passou a fazer parte da programação da TV Tupi, mas tarde as principais capitais do país contavam com o seu Repórter Esso. O programa permaneceu na televisão até 31 de dezembro de 1970, a sua ultima edição foi levada ao ar pela TV Globo quando foi substituído pelo Jornal Nacional, com uma linguagem mais apropriada para a televisão.

    O locutor Heron dizia que a voz era dádiva de Deus e não se preocupava em preservá-la. Boêmio, bebia e fumava em excesso. Depois do expediente, era comum lotar a casa de amigos para notívagos bate-papos. Quando as visitas partiam, virava-se para a esposa, a jornalista Jacyra Domingues, e dizia: "Já faz muito tempo que estou em casa, vamos sair para dançar". Domingues faleceu em 10 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro vitima de um ataque cardiaco.



Ouça o "Ombudsman no ar", da Rádio Bandeirantes, em um edição especial de março de 2005, com uma gravação de de 1948, onde Heron Domingues narra ás regras do Reporter Esso. Maria Elisa Porchat recebeu Walker Blaz que comenta e atualiza o manual do noticiário.


Versão editada do especial produzido em setembro de 2006, pela Rádiobrás narrando a trajetória do Reporter Esso no rádio brasileiro.

Repórter Esso - Noticia a morte da cantora Carmem Miranda em 05 de agosto de 1955.


Repórter Esso - Noticia a renuncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961.


Ultima edição do Reporter Esso, pela Rádio Globo em 31 de dezembro de 1968.

21 de março de 2010

Ayrton Senna do Brasil

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       Se estivesse vivo Ayrton Sena estaria completando 50 anos, nesse 21 de março. Conheça a trajetória desse herói do Brasil.



     Ayrton Senna da Silva nasceu em 21 de março de 1960, em São Paulo, Brasil, e é considerado um dos melhores pilotos de todos os tempos. Senna viveu uma vida inteira dedicada às competições automobilísticas. Conquistou suporte de pessoas importantes do esporte a motor e foi um dos pilotos mais respeitados pelos especialistas no esporte. Conduzia com facilidade para ser o melhor em todas as partes. O charme e sorriso jovial fizeram com que Ayrton se tornasse um verdadeiro herói moderno.
     Ayrton Senna começou a correr ainda em sua infância. Mesmo enfrentando um diagnóstico médico que acusava problemas de coordenação motora, seu pai comprou um kart com 1 HP de potência e incentivou o filho a praticar nos finais de semana.
    O primeiro kart de competição, com motor de 100cc, ganhou aos dez anos. Porém, precisou esperar até os 13 para poder competir regularmente, ganhando o campeonato sul-americano em 1977. Depois de repetir o título no ano seguinte, seguiu o caminho lógico de todo piloto talentoso, continuando a carreira na Europa. Sempre no karting, conseguiu o sexto lugar no mundial em Le Mans, um resultado excepcional para um corredor com pouca experiência internacional. Em 1981 foi para Inglaterra. Correu na Fórmula Ford 1600, com um Van Diemen. Competia em duas categorias ao mesmo tempo, e acabou vencendo a ambas.
    Em 1983 foi disputar corridas na Fórmula 3 britânica, uma categoria que na época era considerada um teste perfeito para provar a capacidade de qualquer piloto. Dois pilotos eram os favoritos da temporada: Ayrton Senna e o inglês Martin Brundle. Senna acabou ganhando as primeiras nove corridas do ano, mostrando a determinação e a sede de vitórias que seriam a marca registrada da sua futura carreira na F1. No final do ano, a vitória na corrida internacional de Macau, na China, o colocou na mira dos donos das equipes de Fórmula 1. Depois de um abortado interesse da Brabham (que segundo dizem, teria sido vetado por Nélson Piquet, primeiro piloto da equipe, na época), acabou assinando contrato de três anos com a Toleman.

Estréia de Senna na F-1

   Ayrton Senna foi o 14º piloto brasileiro a disputar um Mundial de Fórmula 1. Sua primeira temporada foi em 1984 na modesta equipe Toleman Hart Turbo. O piloto brasileiro não venceu nenhum GP mas mostrou que tinha talento e braço, conseguindo dois importantes segundos lugares, em Mônaco e Portugal.O primeiro GP disputado por Senna foi em casa, no dia 25 de março, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Com problemas no turbo, Ayrton teve que abandonar a prova na oitava volta. Já no ano seguinte, na Lotus, surgiram as duas primeiras vitórias na carreira: a primeira em Portugal e a segunda, na Bélgica. Em 85, Senna ainda obteve sete pole positions.

Primeira vitória no Brasil
 
    Ayrton Senna conquistou a primeira vitória em casa em 1991, no dia 24 de março, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Naquele GP, Senna terminou a prova apenas com a sexta marcha de sua McLaren. Mesmo com uma única marcha, o piloto brasileiro conseguiu manter a média de 1min25s por volta. Isso foi registrado e comprovado pelas câmeras de TV instaladas em seu carro. O esforço foi tanto para completar a prova que Senna teve de ser ajudado para sair do carro ao final da corrida. Pelo rádio do carro, ele exprimiu toda sua alegria e alívio quando completou a última volta e ultrapassou a linha de chegada. Emocionado, começou a gritar: "I don't believe" (eu não acredito, em inglês). Mais tarde Senna declarou que este GP foi muito especial em sua carreira, não só por ser a primeira vitória no Brasil mas também pela forma heróica como a conquistou, e chegou a compará-la a sua primeira vitória na F-1. 

Primeiro título mundial
 
    O primeiro título mundial de Ayrton Senna veio em 1988, com a McLaren. Foi uma campanha brilhante e uma acirrada batalha contra o companheiro Alain Prost. Senna venceu oito das 16 provas do campeonato. Naquele ano, o brasileiro voou baixo e provou que era o piloto mais rápido da categoria, ao obter 13 pole positions.No GP do Japão, em Suzuka no dia 30 de outubro, penúltimo da temporada, Senna garantiu o título após uma corrida fantástica. Senna teve problemas com seu carro na largada, saiu em último e completou a primeira volta na 19ª posição. Debaixo de chuva e pilotando como nunca, Senna começou a ultrapassar os adversários até chegar próximo de Prost, que liderava. A chuva parou e o brasileiro então provou que não era bom apenas na chuva: ultrapassou Prost e venceu a prova, conquistando assim pela primeira vez o título mundial. 

Rei de Mônaco
 
   Ayrton Senna em sua galeria de vitórias tem uma marca muito especial. O brasileiro venceu simplesmente o GP de Mônaco seis vezes e virou o "rei de Mônaco". Nas temporadas de 87, 89, 90, 91, 92 e 93, ele deu show e banho de champanha na família real, quebrando o protocolo mais de uma vez.No seu primeiro GP em Monte Carlo, em 1984, Senna deu um espetáculo. Debaixo de chuva, com a modesta Toleman, o brasileiro chegou a ultrapassar a McLaren de Niki Lauda e, andando muito rápido, continuou deixando adversários mais fortes e experientes para trás.. Quando se preparava para ultrapassar o francês Alain Prost, que liderava a prova, os dirigentes do GP interromperam a prova, argumentando que a chuva estava forte demais. Assim, a vitória foi dada ao francês. 

 
Senna nos braços do povo
 
   No GP de 28 de março de 1993, no Brasil, em Interlagos, Ayrton Senna conseguia sua segunda vitória em casa, a 37ª na carreira e a 31ª na equipe McLaren. Nesta corrida, o rival Alain Prost liderava e, quando começou a chover forte, o francês não trocou os pneus, bateu em Christian Fittipaldi e saiu da corrida. Senna então aproveitou e foi ganhando posições até ultrapassar o inglês Damon Hill para assumir a liderança e vencer o GP. Foi uma vitória inesquecível que mereceu uma comemoração inédita: pista invadida pelos torcedores e Senna carregado pela multidão. O piloto brasileiro foi simplesmente arrancado do carro e comemorou a vitória nos braços da eufórica e imensa torcida brasileira presente em Interlagos. 

O bicampeonato mundial
 
   Ayrton Senna conquistou seu bicampeonato no penúltimo GP da temporada de 1990. Foi em Suzuka, no Japão, que o brasileiro deu o troco no rival Alain Prost, que um ano antes havia vencido o campeonato de forma pouco ética. Naquele GP, o francês "fechou a porta" quando Senna, nas voltas finais, tentou ultrapassá-lo. Houve o choque e os dois saíram da pista. Senna ainda voltou ajudado pelos comissários, mas acabou desclassificado. Um ano depois Senna deu o troco na mesma moeda e local. Prost precisava da vitória para levar a decisão para o último GP, na Austrália, e também não podia provocar um incidente com Senna, já que desta vez o prejuízo seria seu. O suspense durou menos de dez segundos. A Ferrari do francês, que largou na segunda posição do grid, conseguiu tomar a dianteira, mas Senna forçou o carro e entrou por dentro na tomada da primeira curva. Então nenhum dos dois deu o braço a torcer. A roda direita traseira da Ferrari tocou na dianteira esquerda da McLaren e os carros saíram da pista, fazendo uma imensa nuvem de areia. A corrida não foi paralisada e Ayrton conquistava o bicampeonato mundial de F-1. 

O tricampeonato mundial
 
   No dia 20 de outubro de 1991, a Fórmula 1 conhecia o seu mais novo tricampeão mundial. Novamente no circuito de Suzuka, no Japão, Ayrton Senna disputava o título da temporada com o inglês Nigel Mansell, da Williams, que, logo na 10ª volta, abandonou a prova com problemas no freio. Daí para frente Senna deu um show e comemorou em grande estilo o tri. Na volta final, quando liderava folgadamente, num gesto de companheirismo - ou por imposição da equipe - cedeu passagem ao seu amigo e companheiro, o austríaco Gerhard Berger , que assim conquistava sua primeira vitória na F-1. Senna, então, entrava para o seletíssimo grupo dos tricampeões mundiais e também era o mais jovem piloto a conquistar essa façanha na história da F-1. E ao lado de Nélson Piquet colocou o Brasil numa situação invejável no automobilismo mundial: era o único país a ter dois tricampeões mundiais de F-1. Ainda no campeonato de 91, no último GP da temporada, Senna ganhou a corrida e quebrou um tabu de nunca vencer a prova de Adelaide, na Austrália. De passagem ainda deu o tetracampeonato mundial de construtores para a McLaren.

O lema do ídolo
 
   O lema de Ayrton Senna desde que ingressou na Fórmula 1 sempre foi: "Vencer ou vencer". Senna dizia: "A vitória é o único prêmio de um piloto. É a motivação real e justificável para arriscar a vida em situações tão absurdas. Sem ela, não valeria o risco, por dinheiro nenhum, por nada neste mundo". E completava: "Ser piloto é uma questão de cromossomos: ou seu nasce com esta predisposição, ou não. Se você tem as bases, pode desenvolvê-las, mas, quanto mais frio e racional, mais você precisa ter dentro de si a paixão pela corrida". 

As glórias que ficaram na McLaren

 
   Em seis anos de McLaren, Ayrton Senna foi o maior vencedor da equipe em todos os tempos. Em 95 GPs disputados, o brasileiro conseguiu 46 pole positions, 36 vitórias e três títulos mundiais. Senna iniciou na McLaren em 1988, ano que conquistou seu primeiro título mundial. Sua última temporada na escuderia foi em 1993, quando conseguiu o vice-campeonato mundial. No ano seguinte se transferiu para a Williams, onde disputou apenas três GPs sem marcar nenhum ponto. 

Vitória por menos de um segundo
 
   A vitória mais dramática de Ayrton Senna em GPs foi em 13 de abril de 1986 na Espanha. Senna venceu o rival Nigel Mansell por apenas 0,014 segundos (ou seja: 14 milésimos) e com isso entrou para o livro "The Guinness Book of Sports Records", da editora Facts on File na edição 95/96. Em toda carreira na F-1, Senna conseguiu a incrível marca de 41 vitórias e 65 pole positions, além dos três mundiais. 

O fim da era Senna

 
  O show acabou. Ayrton Senna da Silva, talvez o mais completo e perfeito piloto da história da Fórmula 1, morria aos 34 anos no GP de San Marino, no dia 1º de maio de 1994. Sua Williams, na sétima volta, simplesmente não fez a temível curva Tamborello e chocou-se violentamente a 270 km/h contra o muro de proteção. O Brasil perdia um ídolo que dedicou dois terços de sua vida aos esportes motorizados. Primeiro no kart, depois no automobilismo e nos últimos dez anos na F-1. Em todas as modalidades, conquistou títulos e quebrou recordes. 

O Monumento

A Prefeitura da Cidade de São Paulo, com o intuito de imortalizar a imagem de nosso grande campeão, erigiu em 1995 no Complexo Viário Ayrton Senna, no coração do Ibirapuera, um monumento de 5,0 m em bronze com a obra "Velocidade, Alma, Emoção" criada pela escultora Melinda Garcia.Esta peça foi desenvolvida tendo como base o carro de Fórmula I de Ayrton Senna, com a finalidade de cumprir uma homenagem ao ídolo em três objetivos: "VELOCIDADE" - imortalizar sua passagem meteórica;"ALMA" - apreender de forma subentendida, porém substancial, sua presença anímica e carismática;"EMOÇÃO" - aqui representada pela bandeira, simbolizando a entusiasmada vibração que sacudiu a todos nós brasileiros, criando uma união não só nacional, mas universal. 
Download aqui!!!
Do Centro de Documentação e Memória (Cedom), da Rádio Bandeirantes, relembre a primeira vitória de Ayrton Senna no Brasil em 1991. Com narração de Éder Luiz e comentários de Edgar Mello Filho. 

Rádio Globo AM – Com Luiz Roberto Demúcio e Oscar Ulisses narrava a aquela trágica corrida do dia 1º de maio de 1994 que deu fim a vida de Ayrton Senna. 
Download aqui!!!
A morte de Ayrton Senna chocou o Brasil e o mundo. Até mesmo o mais tradicional noticiário brasileiro “A Voz do Brasil”, fugiu da sua linha editorial para noticiar o fato. É o que conta Clemente Drago, locutor do noticiário na época. em entrevista concedida a jornalista Rosimary Cavalcanti da Rádio Nacional de Brasília, em 2008.
 
Texto extraído de: http://www.sampa.art.br/biografias/senna/  

20 de março de 2010

As eternas histórias de Tia Leninha

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Helena Ardito Bortone, conquistou os ouvintes contando histórias pela Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional de Brasília
Nesse dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional do Contador de História. No rádio brasileiro a arte de contar histórias desempenhou importante papel na consolidação desse veiculo de comunicação. Uma das grandes representantes desse gênero no rádio foi Heleninha Bortone (Tia Heleninha). É a ela que vai a nossa homenagem.
 
    No dia 1 de setembro de 1977 Amazônia desperta os olhos do mundo e a Radiobrás inaugura a Rádio Nacional da Amazônia. Inicialmente a emissora transmitia das em um horário pela manhã e outro à tarde. Com o tempo, as transmissões foram ampliadas e o som da Rádio Nacional da Amazônia podia ser ouvido das 06h às 20h. Um ano mais tarde o sucesso do trabalho realizado pela Rádio Nacional da Amazônia se consolida. As cartas chegam aos milhares e aos poucos a equipe se consolidava.
     No dia 1 de fevereiro de 1979, Helena Ardito Bortone passa a fazer parte da equipe da emissora. A então superintendente da Nacional da Amazônia, Rita Furtado propõe a ela a criação de algo diferente. No mesmo dia Heleninha tem que viajar para São Paulo, no avião nasce à idéia de um programa infantil e 12 dias depois, em 12 de fevereiro daquele Ano Internacional da Criança, entra no ar o programa “Encontro com Tia Heleninha”. Um sucesso inesquecível da emissora. O programa recebe dois prêmios: Ondas, em Barcelona, Espanha, em 81 e a medalha do Pacificador Duque de Caxias com o quadro Casinha Verde-Oliva.
Trecho do programa “Encontro com Tia Heleninha” (Anos 80)

    No programa Heleninha apresenta músicas infantis, contava histórias e apresentava outras gravadas em discos, como as conhecidas histórias da coleção Disquinho. 
“A Formiguinha e a Pomba” - História da Coleção Disquinho.

    De imediato a radialista conquistou o gosto das crianças e adultos, e passou a receber milhares de cartas que agora o tratavam apenas como Tia Heleninha. "As músicas enseridas no programa pertenciam época mais rica da música infantil. Patotinha, Balão Mágico, Trem da Alegria. Foi uma época riquíssima em músicas infantis", contou Heleninha em uma entrevista a Rádio Nacional da Amazônia pouco antes de sua partida.
    Ainda no primeiro ano de estréia de Heleninha na Rádio Nacional da Amazônia, em janeiro de 1980 ela começou a apresentar a radionovela “História do Dito Gaioleiro”, que contava a história de um menino que fazia gaiola e que junto com outras duas crianças vivem uma experiência inesquecível. Encontram na mata um poderoso feiticeiro, “Nêgo Véio”, que graça a truques mágicos, faz com que os três embarquem em uma viagem ao mundo dos bichos. 
Capitúlo 01 da radionovela “História do Dito Gaioleiro” - (janeiro de 1980)
     Em seguida vem várias outras histórias, “Uma casa para muitos”, “Meu Pé de Laranja Lima”, “O Circo Chegou”, “Uma Noite de Natal”, “Poliana”, “Poliana Moça”, “Dois Grandes Amigos”, sem falar dos personagens dos livros infantis que ela escreveu, como “Precisa-se de um Avó” e “Desculpa Mãe”.
Trecho da história “Dois Grandes Amigos”.
    O programa “Encontro com Tia Heleninha”, permanece no ar por 20 anos interruptos, até 1999. Nesse período recebeu cerca de 6 milhões e setecentos e vinte e oito mil cartas. Com o programa fora do ar, a Rádio Nacional passou a receber centenas de carta pedindo o retorno de Heleninha.
   Anos mais tarde Heleninha, passa a apresentar o “Ciranda Nacional”, que tinha as mesmas características do “Encontro com a Tia Heleninha”, mas o programa fica no ar por um período bem menor, até 20 junho de 2004. Com o fim do programa Leninha vai para Rádio Nacional de Brasília, onde passa a apresentar o programa “Espaço Arte”, um talk show ligado ao mundo da arte.
Trecho do programa “Espaço Arte” (2008)
    Como sempre acontecia quando Heleninha por algum motivo tinha que se afastar da emissora, os ouvintes da Amazônia escrevem centenas de cartas pedindo o seu retorno. E assim no dia 12 de junho de 2005, junto com Carlos Moreira ela também passa a apresentar o programa, “Pra Lá de Bom”, cujo grande destaque era o quadro “Histórias que Encantam”, que apresentava pequenas histórias com grandes lições de vida. Ainda passaram pela apresentação do Prá Lá de Bom, junto com Heleninha, Alisson Machado e José Nery. Sendo assim vamos deixar que Heleninha conte uma de suas histórias. 
Pra Lá de Bom - Histórias que Encantam (2008)
    Em meados de 2008, os amigos de Heleninha recebem a notícia de que ela estava com câncer. Logo após a descobertas são iniciados os tratamentos, não resistindo às terapias fomos todos surpreendidos com a notícia da sua passagem no dia 26 de junho do mesmo ano. Foi-se a amiga, a contadeira de histórias, a tia... Mas ficaram as lições de vida dessa que costumava espalhar recados pela redação da Rádio Nacional com os versos do profeta carioca: Gentileza gera Gentileza. 
Walter Lima em Homenagem a Heleninha (27 de junho de 2008)
    Por muito tempo fui ouvinte de Heleninha Bortone (Tia Heleninha) e até hoje guardo as boas lembranças dos deliciosos momentos que ela pode proporcionar pelas ondas do rádio. E graças a mágia do rádio sua voz ecoara eternamente em nossos corações.

10 de março de 2010

Radionovelas - A Imagem da Imaginação

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Pesquisa feita pela Rede Globo aponta que, no Brasil, o radioteatro teve início na Rádio Clube de Pernambuco, em 1937, com a primeira história seriada: “Sinhazinha Moça”, adaptação de Luiz Maranhão do romance “Senhora de Engenho”, do historiador pernambucano Mário Sette. A peça teve duração de uma semana com capítulos diários. O que se sabe ao certo é que, as primeiras novelas de longa duração radiofonizadas no Brasil foram à mexicana. O dia 5 de junho de 1941 ficou na história do rádio brasileiro como a data mais importante do rádio-teatro. Exatamente às dez e meia da manhã, Aurélio Andrade anunciou ao microfone da Rádio Nacional do Rio de Janeiro:
- “Senhoras e senhoritas, o famoso creme dental Colgate apresenta o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins: Em Busca da Felicidade.”
Abertura da rádionovela “Em busca da Felicidade”!
Na verdade, o que estava sendo lançado era um novo modelo, diferente do que até então as emissoras costumavam apresentar. Era a primeira radionovela transmitida no Brasil, original cubano de Leandro Blanco com adaptação de Gilberto Martins. Também são consideradas pioneiras as radionovelas “Fatalidade”, pela Rádio São Paulo e escrita por Oduvaldo Vianna e a radionovela "Mulheres de Bronze", baseada num folhetim francês.
As adaptações de tramas internacionais perdurariam por anos, sobretudo das cubanas. Aliás, o maior sucesso em radionovela de todos os tempos foi “O Direito de Nascer” (1951), do cubano Félix Caignet, que ficou três anos no ar e que chegou a ser chamada popularmente de "O Direito de Encher"
Confira trecho da radionovela “O Direito de Nascer”!
Entre os brasileiros pioneiros na radiodramaturgia, estão Oduvaldo Vianna, Amaral Gurgel e Gilberto Martins. Em seguida, vieram os autores Dias Gomes, Mário Lago, Mário Brazzini, Edgar G. Alves, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Muitos deles, inclusive, se imortalizaram escrevendo para outro gênero, a telenovela.
Umas das radionovelas nacionais de maior sucesso foi Jerônimo, o Herói do Sertão, criada por Moysés Weltman, dezembro de 1952. A trama foi, posteriormente, adaptada várias vezes para a televisão.
Em 1951, foi ao ar pela Rádio Nacional o maior fenômeno de audiência em radionovelas em toda a América Latina: era O Direito de Nascer. Texto original de Felix Caignet com tradução e adaptação de Eurico Silva. O original possuía 314 capítulos o que correspondia a quase três anos de irradiação. No elenco estavam Nélio Pinheiro, Paulo Gracindo, Talita de Miranda, Dulce Martins, Iara Sales, entre outros. O Direito de Nascer surpreendeu a todos os críticos e a todas as previsões que afirmavam que o rádio-teatro era um gênero em decadência e que o público brasileiro não se interessava por longas tramas.
Decadência
O custo da produção das radionovelas era muito alto e com o crescimento da televisão, ocorreu um fenômeno de migração da verba publicitária para o novo veículo. Isso explica, em grande parte, o abandono do gênero radionovela pelo rádio. Ao longo da década de 60, algumas emissoras ainda mantinham alguns horários de radionovelas ou de programas de rádio-teatro. Mas na década de 1970 o gênero desapareceu, apesar de algumas tentativas isoladas de reativá-lo. E com isso a radionovela foi se adaptando à nova era das televisões. Todas as radionovelas foram refeitas para as telenovelas. Na década de 70 praticamente não existiam mais radionovelas, só nas cidades do sul, mas ao poucos foram saíndo do ar, por causa das adaptações à televisão.
A Radionovela na Atualidade
Nas emissoras de rádio de propriedade das igrejas evangélicas há resquícios de radionovela, especialmente nos programas que simulam depoimentos sobre milagres e graças recebidas. É o caso das emissoras da Igreja Universal do Reino de Deus, espalhadas pelo Brasil e pelo exterior. Em São Paulo (SP), o Bispo Gregório de Morais, da Rádio Musical FM, tem utilizado o estilo radionovela em suas pregações eletrônicas. As emissoras públicas também trabalham com a radiodramaturgia dentro de sua programação:
Rádio Nacional da Amazônia - A radialista Artemisa Azevedo, freqüentemente tem produzido radionovelas na emissora. Esse gênero na realidade faz parte da história da Rádio Nacional, inaugurada em 1977, logo nos primeiros anos se integrou a equipe da emissora Décio Caldeira, que trouxe em sua bagagem aqueles que seriam o sucesso da emissora: os contos. Depois começou a produzir também as radionovelas.
Cada vez mais, as pequenas dramatizações sobre assuntos importantes ligados à educação e saúde faziam sucesso. Era o que atestavam as cartas que a emissora recebia. Ficava evidente que este era um poderoso instrumento de repasse de informações. Luiza Inês e Artemisa Azevedo faziam muito sucesso com o quadro “Laurita e Socorro”. Elas interpretavam duas senhoras engraçadas que conversavam sobre saúde. Uma rápida aula, descontraída, onde o ouvinte aprendia sobre saúde. Renasce aqui mais uma vocação da Rádio Nacional: as radionovelas.
Em 1984, em um momento de profunda tristeza: morre Décio Caldeira, tomado por uma infecção generalizada, ele nos deixou de uma forma tão abrupta, que pegou toda a equipe de surpresa e incredulidade.
Depois de um ano sem radionovelas e contos, após a morte de Décio Caldeiras, Artemisa Azevedo resolve atender aos apelos das milhares de cartas que chegam a todo momento pedindo a volta das radionovelas. E os ouvintes então se deliciam com “Passageiros da Ilusão”, “Turmalina”, “As Trigêmeas”, “Amazônia”, “Rosana”, “Milha Filha”, entre muitas outras. Heleninha Bortone também faz sucesso com as novelas infantis. Todos se encantam com Dito Gaioleiro e Poliana.
A ultima produção foi “Meu nome, Minha História” , que foi ao ar entre os dias 07 e 11 de dezembro de 2009, dividida em cinco capítulos o enredo narra os problemas enfrentado por uma família pelo fato de ninguém ter certidão de nascimento.
Por falta do documento, Júlia não pode se casar, porque não consegue um emprego. Seus irmãos, José e Janete, também não conseguem nada além de "bicos". Jandira, a mãe, não consegue se aposentar, nem participar dos programas sociais do governo. Júlia, ávida por um bom emprego, se vê envolvida por Olavo, um rapaz sem escrúpulos que a arrasta para a cidade grande, com a simples intenção de conquistar o seu amor . Essa aventura termina com os dois presos por falta de documentos e a rejeição de Pedro, noivo de Júlia. Após tantos contratempos, todos percebem que é necessário ter o nome registrado em cartório para serem reconhecidos como cidadãos.
Meu nome, Minha História tem a produção de Artemisa Azevedo e é uma realização da Empresa Brasil de Comunicação e da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. A radionovela vai ao ar no programa Falando Francamente, da Rádio Nacional da Amazônia. Confira “Meu nome, Minha História” no link:
Rádio Senado OC – A Rádio Senado Ondas Curtas (faixa de 49m/5.990 kHz): aos domingos, durante o programa O Senado é Mais Brasil, das 7h às 10h, apresenta adaptações de contos literários para o rádio no quadro “Contos que Encantam”.
O quadro conta com a produção de Tuka Villa-Lobos e com a participação de todo o casting de locutores da emissora na interpretação dos personagens. Além dos contos clássicos da literatura, o quadro apresenta ainda a adaptação de textos enviados pelos ouvintes. Ouça a adaptação do conto “Não se Canse de Amar”, que eu (Cláudio Paixão) escrevi e que foi adaptado por Tuka Villa Lobo. O conto foi ao ar em 22 de abril de 2009 e tem como tema a violência contra a mulher. Uma realidade terrível de muitas mulheres de todo o país.
Contos que Encantam - Não se Canse de Amar

5 de março de 2010

Os Cem Anos de Tancredo Neves

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Tancredo de Almeida Neves nasceu em 04 de março de 1910, em São João del Rei, cidade do interior de Minas Gerais. O menino Tancredo cresceu em meio às ruas de pedra e aos sons das batidas dos sinos das inúmeras igrejas da histórica cidade mineira. Ali ele construiu suas idéias para vir a se tornar uma das mais influentes e atuantes figuras políticas do Brasil no século XX. Foi deputado estadual, federal, ministro da Justiça de Getúlio Vargas, primeiro ministro do Brasil, senador e eleito presidente do país no Colégio Eleitoral, no último suspiro do regime militar.
Advogado, ingressou na política pelo PP (Partido Progressista), pelo qual foi eleito vereador em São João del Rei em 1935, cargo que exerceu até 1937.
Já pelo PSD (Partido Social Democrático), elegeu-se deputado estadual (1947-1950) e deputado federal (1951-1953). Passou a atuar no ministério a partir de 25 de junho de 1953, exercendo os cargos de ministro da Justiça e Negócios Interiores até o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Tancredo Neves, foi um dos primeiros a entrar no quarto do Palácio do Catete, onde Getulio Vargas havia se matado.
Em 1954, foi eleito novamente deputado federal, cargo que ocupou por um ano. Foi diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais (1955) e da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil (1956-1958). De 1958 a 1960, assumiu a Secretaria de Finanças do Estado de Minas Gerais (1958-1960).
Foi nomeado primeiro-ministro com a instauração do regime parlamentarista, logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Ocupou o cargo de 1961 e 1962. No ano seguinte, voltou a ser eleito deputado federal.
Em 1964 os militares iniciam a tomada do poder. Em uma seção mais do que tumuada o preseidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a presidência da República.
Tancredo Neves não foi caçado pela ditadura e foi releito pela Câmara dos Deputados, até que em 1978 chegou ao Senado Federal por Minas Gerais e fundou o PP (Partido Popular), partido pelo qual continuou exercendo o mandato até 1982. No ano seguinte, ingressou no PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e foi eleito governador de Minas Gerais (1983-1984).
Após muitas manifestações, no dia na madrugada de 26 de abril de 1984, a longa batalha política no plenário da Câmara dos Deputados terminou com a derrota da proposta de emenda constitucional. A Emenda Dante de Oliveira que restabeleceria a eleição direta para presidente não atingiu o quórum de 320 votos para que fosse enviada à apreciação do Senado. Faltaram 22 votos. Foram 298 votos a favor, 65 contra, e três abstenções. 112 deputados não compareceram à sessão.
Logo após a derrota na Câmara dos Deputados da Emenda Constitucional que reestabeleceria eleições diretas para presidente da República, a abertura política do regime militar tomava contornos finais.
Mesmo sendo escolhido de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, o presidente da República voltaria a ser um civil. Fosse ele o governista Paulo Maluf, do PDS, ou o candidato da Oposição, o governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, do PMDB.
Tancredo foi lançado candidato por dez outros governadores da Oposição em junho de 1984.
Já a escolha do candidato Paulo Maluf pelo partido do Governo, o PDS, rachou a base governista no Congresso. Descontentes com o nome escolhido, parte dos parlamentares governistas criou um movimento dissidente: a Frente Liberal, que liderada por Marco Maciel, Aureliano Chaves e José Sarney, aderiu à candidatura de Tancredo Neves. No acordo, o senador José Sarney compôs a chapa como vice-presidente.
A opção por Tancredo Neves pela Frente Liberal, dissidência do PDS, seguia os anseios populares.
Em 15 de janeiro de 1985, com forte apoio dos governistas dissidentes Tancredo Neves vence Paulo Maluf de forma contundente, por 480 votos a 180. É a retomada da Presidência da República por um civil, ainda que de forma indireta.
No mesmo dia, no Congresso Nacional, Tancredo faz um célebre discurso em que pede que os brasileiros sigam unidos em busca de uma grande nação.
Vitorioso, Tancredo Neves jamais tomaria posse como presidente. O inesperado acontece. Às vésperas da posse, Tancredo sente dores abdominais e é hospitalizado e operado às pressas no Hospital de Base de Brasília.
Na manhã seguinte, dia 15 de março, o Congresso dá posse interinamente ao vice José Sarney. A posse é controversa e o presidente que sai, general João Batista Figueiredo, recusa-se a receber Sarney e passar a faixa presidencial, mas depois de um tempo Sarney acabaria assumindo a presidência do país.
Tancredo Neves, em sua jornada de sofrimento e agonia, que foi acompanhada em detalhes pelos meios de comunicação, é transferido para o Instituto do Coração em São Paulo onde após sete cirurgias no intestino, o pior é anunciado no dia 21 de abril de 1985, às 22h31 pelo porta-voz Antônio Britoviria, Tancredo Neves estava morto e o Brasil em lágrima.
A morte de Tancredo efetiva Sarney como presidente, que é empossado no Congresso Nacional. É o primeiro presidente civil após cinco presidentes militares. A posse de Sarney sela o fim das eleições indiretas para presidente no país e dá início a um novo período da realidade política e republicana brasileira.Tem início a Nova República, o maior período de sucessão de presidentes civis sob regime democrático na história da República do Brasil.
E no dia 04 de março de 2010 fez 100 anos do nascimento de Tancredo Neves, um dos grandes nomes da política brasileira.

Dia Internacional da Mulher - Viva Maria

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As vésperas do dia Internacional da Mulher, começamos um trabalho de resgate e apresentação da história do rádio brasileiro. Nada mais justo do que estrear esse blog fazendo uma justa homenagem ao programa Viva Maria e a radialista Mara Régia. 
Viva Maria
 
No dia 14 de setembro de 1981 a Rádio Nacional de Brasília começou a transmitir o programa Viva Maria, destinado a incentivar as mulheres a participar de debates sociais e orientando às em relação aos seus direitos e a cidadania. Da luta do Viva Maria nasceu a primeira Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher e do Conselho dos direitos da mulher, no Distrito Federal. É, no entanto considerado um programa pioneiro nos assuntos relacionados à mulher.
Apresentado e produzido pela jornalista Mara Régia di Perna, o Viva Maria ficou no ar de 1981 a maio de 1990, quando sofreu censura no governo de Fernando Collor de Mellor. Após o governo desse presidente o programa voltou ao ar em 1994, permanecendo por mais 02 anos.
Considerado marco no processo de redemocratização do Brasil. É até hoje um espaço fundamental na defesa dos direitos das mulheres.
“Justo num período de abertura e de censura a gente conseguiu fazer com que as mulheres mostrassem seu destino valoroso. E graças ao Viva Maria a gente mobilizou meio mundo para estar muitas vezes na Rodoviária do Plano Piloto, andando na Esplanada dos Ministérios.” (Mara Régia - 2008).
Em 15 de março de 2004, depois de 14 anos fora do ar, o Viva Maria voltou a ser apresentado na forma de programete. Com apenas alguns minutos de duração, vai ao ar de segunda a sexta em diferentes horários pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional de Brasília, Rádio Nacional do Rio de Janeiro e Rádio Nacional do Alto Solimões. 
No dia 01.03.2010, o programa “Atenção Brasil”, da Rádio Cultura de São Paulo iniciou uma série de reportagem em homenagem às mulheres que se destacam em diversas áreas. A repórter Marilu Cabañas abriu a série com uma reportagem sobre a radialista Mara Régia di Perna e o programa Viva Maria. 
Confira a antiga abertura e trecho do programa "Viva Maria" a partir da edição do dia 14 de fevereiro de 1988, em destaque a morte de Radamés Gnattali. 
E agora confira o atual formato do programa a partir do áudio do dia 10 de abril de 2006, que destaca a a visita da presidente do Chile, Michelle Bachelet ao Brasil e sua trajetória politica. 
 
 

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