1 de setembro de 2017

Programas pioneiros continuam fazendo história na Rádio Nacional da Amazônia

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O quinto capitulo do radiodocumentário Memória Nacional, Rádio Nacional da Amazônia 40 anos conta a história de programas pioneiros da emissora e que estão no ar até hoje. Destaque para os programas Ponto de Encontro, Falando Francamente e Natureza Viva. Para lembrar desses programas vamos ouvir Sula Sevilles, Artemisa Azevedo e Mara Régia, pioneiras nos microfones da Rádio Nacional da Amazônia.


“PIONEIROS NO AR”


Radiodoc Memória Nacional - Pioneiros no Ar (2017)
Atualmente, a programação da Rádio Nacional da Amazônia entra no ar ás 5h da manhã, com o programa Bom Dia Amazônia, que no inicio da década de 1980 chegou a ser apresentado pela primeira superintendente da emissora, Rita Furtado.

Mesmo com todas as transformações pelas quais a rádio passou ao longo dos anos, alguns programas são clássicos e continuam no ar até hoje, e desempenham importante papel social.
 
Sula Sevillis  locutora do programa Ponto de Encontro no ar desde de 1985, é uma das maiores audiências da Rádio Nacional da Amazônia.
O Ponto de Encontro, levado ao ar pela primeira vez em março de 1985, é um dos maiores sucesso da emissora. O programa atende uma média de 600 ligações por mês, além de cartas e recados por e-mail. O programa coleciona uma série de histórias com final feliz: casamentos, novas amizades e reencontros emocionantes!

Outro grande sucesso da emissora é o programa Falando Francamente, que está no ar desde o dia 03 de junho de 1990. Quando estreou o  programa contava com a apresentação de Carlos Moreira e Artemisa Azevedo. 
O Falando Francamente é referência na abordagem de temas como saúde, saneamento básico e previdência.  O programa também transmite as radionovelas que são a marca da emissora.

Quando o assunto é meio ambiente, logo aparece o programa Natureza Viva, que também esta no ar desde o início da década de 1990.  Após a realização da ECO-92 no Rio de Janeiro, o programa foi reformulado e se consolidou como grande sucesso na programação da Rádio Nacional da Amazônia e emissoras comunitárias à partir de 29 de maio de 1993.

O primeiro núcleo de radiojornalismo, da Rádio Nacional da Amazônia foi criado em 1979, com Clair Cossetin, Elizabel Ferriche e Aranha Araújo, mas o primeiro rádiojornal produzido pela emissora, com informações exclusiva para Amazônia foi o Jornal da Amazônia, levado ao ar pela primeira vez em 14 de junho de 2004.

Com uma programação diversa, que vai do jornalismo ao radiodrama, a Rádio Nacional da Amazônia se consolidou como um canal de expressão para população da região amazônica. A história da emissora se confunde com a relação que ela estabeleceu com os ouvintes ao longo dos anos.

31 de agosto de 2017

Cartas ajudaram a moldar a programação da Rádio Nacional da Amazônia

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O quarto capitulo do radiodocumentário Memória Nacional, Rádio nacional da Amazônia 40 anos destaca a importância das cartas enviadas pelos ouvintes na consolidação da programação da emissora. Também destaca o papel social da Rádio como instrumento de sensibilização e meio de comunicação para Amazônia Legal. Outro destaque é o concurso Cidade contra Cidade, em que a cidade que mais enviasse carta recebia a equipe da Rádio para realizar um show. Para contar essa história vamos ouvir os radialistas Mara Régia di Perna, Maurício Rabelo e Edson Nery. 


“AS CARTAS E O PAPEL SOCIAL DA RÁDIO” 

Radiodoc Memória Nacional - As Cartas e o papel social da Rádio (2017)

As cartas, ao longo dos anos foram o grande termômetro da programação da Rádio Nacional da Amazônia. Apenas 17 dias após o inicio das transmissões para Amazônia Legal chegou à primeira delas. Um dos primeiros ouvintes a escrever foi Januário Barbosa dos Santos, de Carolina, Maranhão.  “O som da Nacional aqui no meu motorrádio está fazendo os peixes colocarem a cabeça fora d´água para ouvir”. 

José Nery e Paulo Torres nos estúdios da Rádio Nacional da Amazônia com as paredes forradas pelas cartas dos ouvintes, década de 1990. Foto: Acervo Pessoal/Artemisa Azevedo.

De acordo com a apresentadora, Mara Régia, as cartas foram as principais aliadas dos locutores e produtores na construção da programação da Rádio Nacional da Amazônia. “As cartas são, não só uma fonte enorme de pautas, demandas, como também de histórias sobre a Amazônia. Tanto assim, que nos estúdios da antiga Radiobrás nós tínhamos países, fotos e cartas ‘de cabo a rabo nos estúdios’, por sempre foram o nosso grande tesouro”, contou.  
Mara Régia, produtora e apresentadora dos programa Natureza Viva e Viva Maria, nos novos estúdios da Rádio Nacional da Amazônia, 2013. Foto: Site EBC.

No inicio das transmissões, o número de cartas não ultrapassavam 90 em cada mês. Após um ano, esse número subiu para 2000. As cartas demonstravam a satisfação dos ouvintes de serem atendidos pela rádio e fazia com que notícias e recados fossem mandados para parentes e amigos. A Nacional se torna um ponto de encontro, unindo pessoas que não se veem há muitos anos. 

“Capricha aí gente que a Nacional em Tangará da Serra é doença incurável. Todos nossos tangaraenses sofremos dessa doença”, trecho da carta da ouvinte Maria Aparecida de Tangará da Serra, Mato Grosso (MT).   

As cartas continuavam chegando aos milhares. Somente em 1980 foram 50 mil. Em 1982, José Gutenberg assume a superintendência da Rádio Nacional da Amazônia, e a emissora foi surpreendida com um número de cartas sem igual: a emissora recebe dois milhões, 843 mil e 48 cartas. Um milhão e oitenta mil, só do estado do Amazonas.

Além das cartas, ainda nos primeiros anos os ouvintes começaram a participar da programação por telefone. O apresentador Mauricio Rabelo conta que o primeiro programa a colocar o ouvinte no ar, ao vivo, foi o Sertão Brasil, transmitido aos sábados pela manhã, no na primeira metade da década de 1980. “Eu acho que eu fui a primeira pessoa a interagir com as pessoas no ar”, lembrou Mauricio Rabelo.
 
Show da equipe da Rádio Nacional da Amazônia em Dueré (To), cidade vencedora do concurso Cidade contra Cidade, 1988. Foto: Arquivo/Artemisa Azevedo.
Em 1988, a Rádio Nacional da Amazônia lançou o concurso Cidade contra Cidade. Dueré (TO), com quase 70 mil cartas, de um total de 200 mil, é a grande vencedora. Uma equipe de 42 pessoas, formada por locutores, produtores musicais, chefes e outros saem em caravana fazendo shows na cidade melhores classificadas para o concurso. Edson Nery, o popular Burrinho, locutor, apresentador e chefe de operação de áudio, lembra desse momento histórico. “O caminhão cehgou para descarregar as cartas e nós fomos lá para fazer o show, porque o pessoal queria ver a turma todinha indo para lá”, contou. 

Em 1989, a Rádio Nacional da Amazônia repete o concurso Cidade contra Cidade e vive a emoção de mais um grande sucesso. Desta vez vence a cidade de Cristalândia (To). 

A comunicação avança, a participação dos ouvintes na programação da Rádio Nacional da Amazônia se torna cada vez mais plural. Os recados chegam, por cartas, telefone e por meio das redes sociais. Ao longo dos seus 40 anos a emissora já possibilitou milhares de encontros, romances e até casamentos.  

30 de agosto de 2017

Produção de radionovelas marca a história da Rádio Nacional da Amazônia

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O terceiro capítulo do radiodocumentário Memória Nacional, Rádio Nacional da Amazônia 40 anos resgata as radionovelas que foram sucesso na emissora. A produção de radioteatro na Rádio Nacional da Amazônia teve inicio com Décio Caldeira e Heleninha Bortone. Décio começou a escrever e adaptar pequenos contos em 1978. Já Heleninha escreveu a primeira radionovela, História do Dito Gaioleiro, veiculada em janeiro de 1980. Para falar da produção das radionovelas vamos ouvir Artemisa Azevedo, que em 1985, após a morte de Décio Caldeira, assumiu a produção de radionovelas na Rádio Nacional da Amazônia.

“RADIONOVELAS”


Radiodoc Memória Nacional - Radionovelas (2017)
Ainda nos primeiros anos das suas transmissões, a Rádio Nacional da Amazônia passa a contar com a produção de radioteatro. O gênero foi levado para emissora, por Décio Caldeira, que ao integrar a equipe, em 1978, começa a escrever e adaptar pequenos contos.

José Nery, Décio Caldeira e Artemisa Azevedo gravando radionovela no antigo estúdio da Rádio Nacional da Amazônia, década de 1980. Foto: Acervo Pessoal/Artemisa Azevedo.
Em janeiro de 1980, foi ao ar a primeira radionovela da emissora, História do Dito Gaioleiro, adaptada por Heleninha Bortone, do livro O Fazedor de Gaiolas, de Jannart Moutinho Ribeiro. A história infanto-juvenil, de 20 capítulos, contou com oito radioatores interpretando os seus personagens.

A partir da experiência de Heleneninha Bortone, em 1983, Décio Caldeira também passa a produzir radionovelas. Entre suas produções se destacam Pecado e Dois Corações, a última era baseada na vida de uma ouvinte da cidade de Miracema do Norte, Tocantins, na época Goiás.  
Os radiatores José Nery, Artemisa Azevedo, Sula Sevilles durante gravação radionovela para ser apresentada durante a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Foto: Valter Campanato/Abr (novembro 2006).
Nessa época, Luiza Inês e Artemisa Azevedo fazem sucesso com o quadro Laurita e Socorro. Elas interpretavam duas senhoras engraçadas que conversavam sobre saúde. Uma rápida aula, descontraída, onde o ouvinte aprendia se divertindo.

O ano de 1984 começa com uma notícia triste para a equipe da Rádio Nacional da Amazônia, morre Décio Caldeira, tomado por uma infecção generalizada. O rádio fica órfão e por mais de um ano a emissora ficaria sem radionovela, até que Artemisa decide dar continuidade ao trabalho. 
“Então eu achei que tinha que assumir esse trabalho [...], aí eu fiz a primeira novela que foi Renúncia, depois Jogo da Vida, aí fiz as primeira pequeninhas também para sentir, ver como que era. Eu fui aprendendo com os ouvinte, eu faço questão de dizer isso, porque foi, eu fui fazendo um teste”, contou Artemisa.

Atualmente as radionovelas são levadas ao ar esporadicamente. A produção mais recente foi Chiquinho nas Olimpíadas, de agosto de 2016.
 

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